quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Uma pequena viagem num universo tão grande

Hoje, dia 15 de Outubro de 2009, este blog, exclusivamente dedicado à Arte de Débora Duarte, completa um ano de existência, com 13.000 visitas!

Para assinalar a data, e porque estamos pertíssimo da nova grande estréia de Débora no teatro, com o premiado monólogo "Adorável Desgraçada", de Leilah Assumpção (estréia no dia 6 de novembro, no Solar de Botafogo, Rio de Janeiro, com direção de Otávio Muller), propomos viajar no tempo, através de imagens inéditas neste blog, recordando alguns dos trabalhos teatrais mais antigos da nossa genial atriz:



Débora em cena com Tonico Pereira, na peça "A Ratoeira", de Agatha Christie, dirigida por João Fonseca, em 2007.
Débora interpretou com maestria a Senhora Boyle.



Aqui, dois anos antes, em 2005, Débora estrelava, ao lado de Caio Blat e Taís Araújo (na foto), a peça "Liberdade para as Borboletas", de Leonard Gersche. Gracindo Jr. assinou a direção e Débora deu vida à Senhora Gasparini.



Recuamos mais três anos e encontramos Débora, em 2002, protagonizando, ao lado de Luiz Guilherme (na foto), a hilariante peça "Ladrão Que Rouba Ladrão", de Ray Cooney, com direção de Cyrano Rosalém. Débora deu vida à personagem Joana.



Débora nos anos 80, em cena com Marcelo Ibrahim, na peça "Cozinhando Maçãs", de Ziraldo Alves Pinto!



E para terminar em grande esta pequena viagem pelo majestoso universo teatral de Débora Duarte, eis um raro recorte da revista Amiga, do ano de 1975, no qual se anuncia, com essa belíssima fotografia, a participação da atriz na peça "Transas na Noite", de Frank D. Gilroy, com direção de Antônio Pedro. Débora intepretou, nessa peça, a personagem Fran.



Ver matérias deste blog sobre outros
trabalhos teatrais de Débora Duarte clicando
AQUI

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Uma casa feliz

Recém-casada com Antônio Marcos, Débora Duarte apresenta, à Revista Amiga (Especial n.º 2, 1976), a sua nova e sofisticada mansão, no Morumbi, em São Paulo. Em breve, nasceria Paloma, filha de ambos.

(clique nas imagens para ler)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

"uma coisa meio mágica"...


(clique na imagem ou aqui para ler)



Débora Duarte fala da sua experiência e relação pessoal e artística com a roupa e a moda ao longo das várias fases da sua vida e carreira. Um depoimento delicioso, publicado na revista Manequim, edição de Julho de 1990.

sábado, 29 de agosto de 2009

Como está linda!


Débora Duarte
(Aeroporto Santos Dumont, Rio de Janeiro, 27.08.2009)


Ages em meus sentidos, de manso como com as flores
Dá-me espinhos para que eu possa furar
A distância que entre nós se instala

POEMAS DE DÉBORA DUARTE

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Genial e polêmica!


Camila Karany, ou simplesmente Catucha (Débora Duarte), é uma das filhas de Alberto Karany (Walmor Chagas), dono de uma empresa de cerâmicas, onde ela vem a conhecer o seu grande amor, o escultor Juca Pitanga (Tarcísio Meira), que, vindo do interior pernambucano para o Rio de Janeiro, acaba por aí ficar empregado por intermédio de Roberta (Nívea Maria), irmã de Catucha.

Dona de uma personalidade muito forte e difícil, Catucha, que, logo de caras, implica com o escultor, acaba por se descobrir, afinal, completamente apaixonada por ele. Torna-se sua marchand de arte e tudo faz pelo seu sucesso. Mas terá de enfrentar o amor deste por Vivian (Vera Fischer).
Persistente, Catucha acaba conseguindo que Juca se afaste de Vivian e fique consigo.


Porém, Catucha tem um destino trágico: primeiro, após engravidar, seu filho nasce morto, acabando, por ironia do destino, por adotar o filho de Vivian, resultante de um estupro, para o criar como seu filho e de Juca.
Depois, terá de suportar a ausência do seu amor por dois anos, tempo em que este estará no exterior, sendo que, ao regressar, Juca se vê envolvido como suspeito da morte de Silvana (Bárbara Fazio), mãe de Catucha. Após descobrir que Juca teve um caso com a sua mãe, Catucha enlouquece e é ela própria quem vai denunciá-lo.



"A masturbação de Catucha atingiu os espectadores do horário nobre de terça-feira de Carnaval por tempo suficiente para Débora brilhar, no sétimo mês consecutivo, na pele de um personagem que poucas atrizes de TV sustentariam com coerência
por mais de uma semana."


Catucha, personagem de Débora Duarte na novela "Coração Alado", de Janete Clair, produzida e transmitida pela Rede Globo, no horário das 20 horas, de 11 de Agosto de 1980 a 14 de Março de 1981, é recordada como uma das mais extraordinárias, densas e marcantes intepretações de sempre da história da teledramaturgia brasileira.
Além da genialidade interpretativa, Débora protagonizou, nessa novela, talvez a cena mais polêmica até então da TV brasileira: a famosa cena da masturbação, totalmente inédita em televisão, criada por si e pelo diretor Roberto Talma, e que gerou praticamente um escândalo nacional e, consequentemente, uma série de protestos imediatos dirigidos à Rede Globo...

Em baixo, um artigo da época da Revista VEJA, edição n.º 653, de 11 de Março de 1981, que fala justamente sobre esta cena de três minutos do episódio n.º 171 de "Coração Alado" e de toda a polêmica por ela gerada (clique nas duas imagens para ler o artigo na íntegra).



Fonte: Arquivo VEJA

domingo, 9 de agosto de 2009

"À vontade"

"Transas da Noite", assim se chamava a peça que juntou Débora Duarte e Paulo César Peréio no palco do Teatro da Praia, do Rio de Janeiro, em 1975.

Uma obra do dramaturgo norte-americano Frank D. Gilroy, nascido em 1925, adaptada para a realidade brasileira por Antônio Pedro e Jorge Laclette e dirigida pelo primeiro num especial espírito de dar o máximo de liberdade aos atores, conforme se pode ler no artigo da revista VEJA, edição n.º 366, de 10 de setembro de 1975, que em baixo se publica, assinado por Marinho de Azevedo.

Um amor inesperado entre uma corista filha de mãe brasileira e pai americano (uma curiosa coincidência com a vida real!), chamada Fran (papel de Débora Duarte), e um pianista carioca, Beto (papel de Paulo César Peréio), que se encontram à beira da solidão de ambos. A peça contava ainda com a participação do ator Vinicius Salvatori, que interpretou o amante de Fran, o americano Lockwood.


"uma peça para atores"
(clique na imagem ou aqui para ler)

Fonte: Arquivo VEJA

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Matéria de Capa - "Amiga"


Débora Duarte e Milton Gonçalves na capa da Revista "Amiga" / "TV Tudo", provavelmente em 1976, na época em que estava a ser transmitida (até dia 5 de Junho desse ano) a novela "Pecado Capital", da Rede Globo, na qual Débora deu vida à famosa e inesquecível Vilminha Lisboa e Milton ao psicólogo dela, o Dr. Percival.

Na capa, podem-se ler as seguintes manchetes relacionadas com Débora: "O PECADO NA BOCA DO POVO" e "Débora & Toninho: AGORA QUEREMOS UM FILHO".

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Maria Rita, uma magia


Maria Rita Mendonça é uma das personagens mais fascinantes da carreira de Débora Duarte!


Para recordá-la, viajemos até 1983.

A 16 de Fevereiro, estreava, às 22 horas, na Rede Globo, aquela que seria a primeira minissérie do currículo de Débora: "Parabéns Pra Você", com argumento de Bráulio Pedroso e colaboração de Geraldo Carneiro, e direção de Dennis Carvalho e Marcos Paulo. Treze capítulos, que teriam fim no dia 4 de Março do mesmo ano.



Maria Rita Mendonça, a personagem central da trama, é uma jornalista de sucesso. Ela produz um programa de televisão, o qual serve de base ao argumento da minissérie, composto por um painel de histórias interligadas e que procuram retratar a sociedade através de depoimentos tanto fictícios como reais (por exemplo, de Gilberto Gil, Cacá Diegues, Marina Colossanti, Luiz Carlos Maciel, Éder Jofre). A personagem assume, assim, um papel de narradora também.

Inspirada pela crise de meia idade do marido, Mendonça (Daniel Filho), Maria Rita tratará, no seu programa, todos os aspectos desse tema.


Paralelamente, Maria Rita viverá um drama na sua vida pessoal, quer devido à paixão que lhe é declarada pelo amigo Zequinha (Antônio Pedro), quer pela traição do seu marido com uma mulher bastante mais nova, Irene (Fernanda Torres).



Uma interpretação absolutamente magistral de Débora Duarte, que pode ser apreciada em quatro cenas disponíveis neste blog, nas quais a atriz nos carrega, de uma forma quase mágica, com uma emoção e brilho poderosíssimos!

Uma obra teledramatúrgica de estrutura original e interessante, a que - à semelhança do que aconteceu com "Anarquistas Graças a Deus", lançada em DVD em 2008 - seria importante ter um acesso integral, sendo que só o fato de se registrar de forma completa a excelência das interpretações, nomeadamente a de Débora Duarte, já valeria, por si só, a pena!

domingo, 12 de julho de 2009

"Moral imoral"


"Um casal que se ama de verdade, no fundo - e muito mal na superfície."


Débora Duarte interpretou a protagonista da peça "Quem É Amélia?", uma comédia levada aos palcos em 1981, com direção de Antônio Pedro, adaptada pelo crítico teatral Armindo Blanco a partir de duas peças do dramaturgo madrileno Alfonso Paso, nomeadamente "Aurélia y Sus Hombres", de 1961, e "Las que Tienen que Servir", de 1962.

Débora deu vida à adúltera Amélia, uma personagem complexa que tanto simboliza a imoralidade como o moralismo, na relação com o seu marido, Daniel, interpretado por Anselmo Vasconcellos.
Na foto, Débora em cena com o ator Eduardo Conde.



"Débora Duarte, sempre excelente"

Em baixo, a página dedicada ao Teatro da revista VEJA, edição n.º 654, de 18 de Março de 1981, com uma crítica sobre a peça e as interpretações dos atores, assinada pelo jornalista, crítico e editor especial da VEJA, Cláudio Bojunga (clique na imagem ou aqui para ler).


sábado, 20 de junho de 2009

Bandeirantes: um novo desafio

Em 1979, Débora Duarte é convidada a estrelar a nova novela da Rede Bandeirantes, que, depois de um interregno de nove anos no que respeita à produção de teledramaturgia, voltava em força, aproveitando também um certo declínio que se fazia sentir na Rede Tupi.

O último trabalho de Débora na TV havia sido como Carola, em "O Profeta", de Ivani Ribeiro, precisamente da Rede Tupi, entre Outubro de 1977 e Abril de 1978. Embora tenha chegado a gravar dez capítulos da novela "O Direito de Nascer", de Teixeira Filho e Carmen Lídia, que viria a estrear a 31 de Julho de 1978, e onde daria vida à personagem Isabel Cristina, Débora não prosseguiu com mais esse trabalho na Rede Tupi e mudou-se para a Rede Bandeirantes, onde, para além de estrelar uma novela, ainda apresentou, juntamente com Antônio Marcos, seu marido na época, o programa semanal "Rosa e Azul".

Investindo forte na concorrência à Rede Globo, que, na época, e após o enfraquecimento da Rede Tupi (que, aliás, produziria a sua última novela no ano seguinte, em 1980), já se encontrava isolada na liderança da audiência, a Rede Bandeirantes convidou um elenco de estrelas, provenientes da Tupi e da Globo, para "Cara a Cara", novela de Vicente Sesso, que contaria com a direção de Jardel Mello e Arlindo Pereira Silva.

A novela estreou no dia 16 de Abril de 1979 e teve o seu último capítulo a ir ao no dia 30 de Dezembro desse mesmo ano. Tendo começado por ser exibida no horário das 20 horas, no segundo mês de exibição, por questões ligadas à concorrência, passou para as 19 horas.

O seu sucesso foi tal que veio a ser reprisada por três vezes, em 1980/1981, 1983 e 1990.


Débora Duarte foi uma das estrelas consagradas convidadas pela Bandeirantes para a sua nova novela, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro, Nathália Timberg, Irene Ravache, Luiz Gustavo, David Cardoso, Rolando Boldrin, Fúlvio Stefanini, Márcia de Windsor, Wanda Kosmo, Roberto Pirillo, Carmem Silva, entre outros.
Interessante notar que a novela contou ainda com a participação de Antônio Marcos e do seu irmão, o também compositor e cantor Mário Marcos, que deram vida, respectivamente, a Nando e Tico.



Débora Duarte interpretou Regina, a "mocinha" heroína da história, que se vê obrigada a casar com o fazendeiro caipira Antônio, ou Tonho, interpretado por David Cardoso (na foto), para salvar o património da sua família, antes rica e agora decadente.



Regina e Tonho, personagens de Débora Duarte e David Cardoso em "Cara a Cara".



A história de uma grande novela:



Mas em "Cara a Cara", Débora Duarte não foi
apenas uma das protagonistas da trama...

Débora gravou um dos temas da trilha sonora da novela, "Uma Festa Pra Mim" (escute aqui), mostrando o seu talento também para cantar!



A capa do disco da trilha sonora de "Cara a Cara", ilustrada com fotos de Antônio Marcos, Débora Duarte e Maria Martha, os intérpretes dos temas musicais.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Momento de Poesia IV

Eu vos convoco, monstros adormecidos,
E também os congelados,
Duendes, mudos e mutilados,
Esqueletos dos túmulos não selados,
Pro meu circo, pro meu grito
Pros meus fados


POEMAS DE DÉBORA DUARTE

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Pontal da Solidão: "um filme estranho e bonito"

"Pontal da Solidão", produzido, no Brasil, em 1974, foi o segundo trabalho de Débora Duarte no cinema, depois da sua estréia cinematográfica em França, quatro anos antes, como protagonista do filme "Céleste".

Com roteiro de Alberto Ruschel e Lima Barreto e direção de Alberto Ruschel, o filme de 88 minutos tem no seu elenco, além de Débora Duarte e do próprio Alberto Ruschel, ainda: Ricardo Hoepper, Beto Ruschel e Ondina Moura.



Tal como "Céleste", "Pontal da Solidão" é um filme extremamente raro, valendo, por isso, o testemunho deixado por este artigo que aqui se reproduz e que foi originalmente publicado em 1979, n' O Estado de São Paulo:

«Um dos filmes mais esperados da moderna produção nacional. Estreando como diretor-autor, Alberto Ruschel situa-se num plano diverso de quase todos os seus colegas atores (Dionísio Azevedo, Jece Valadão, Aurélio Teixeira, Egidio Eccio, David Cardoso, John Herbert, Sergio Hingst) que também passaram à realização, obtendo uma obra certamente alheia a certos cânones, mas sem nunca desdenhar o insólito, o inédito, o poético, o extremamente pessoal, o absolutamente seu. A ação, praticamente um duo. Um velho marujo que vive num lugar isolado. A menina (Débora Duarte) que foge de uma provação pensando em suicídio e coloca-se sob sua proteção. E a volta dos criminosos, que ainda pensam em se vingar de sua vítima. Um filme estranho e bonito, “rodado” em maravilhosos locais do Rio Grande do Sul e que precisa ser devidamente apreciado.»

O Estado de S. Paulo, 14.10.1979

terça-feira, 26 de maio de 2009

Débora na Hebe!

No dia 4 de Agosto de 2003, Hebe Camargo teve uma convidada muito especial no seu Programa da Hebe, do SBT... Débora Duarte!



Linda, Débora foi recebida, juntamente com outros convidados famosos, no programa que tinha como tema os pequenos vícios do dia-a-dia e compulsões da maioria das pessoas.
Vale lembrar que, na época, Débora havia sido contratada pelo SBT para a novela "Canavial de Paixões", onde deu vida à magistral Teresa Giácomo. A novela viria a estrear no dia 13 de Outubro desse mesmo ano de 2003 e estender-se-ia por 118 capítulos, até 23 de Março do ano seguinte.


Hebe e seus convidados (da esquerda para a direita): Fábio Jr., Débora Duarte, Paulo Autran, Adriane Galisteu, Diego e Luiza Possi.


Débora com Hebe e o saudoso ator Paulo Autran:
três figuras grandiosas e históricas da TV brasileira!


Fotos do Programa da Hebe :
Petrônio Cinque


... Mas, muitos anos antes, na década de 70, já Débora e Hebe eram amigas, como bem mostra esta deliciosa fotografia!


Hebe Camargo recebe Débora Duarte em sua casa, no bairro do Sumaré, em São Paulo, e as duas amigas jogam uma descontraída e divertida partida de sinuca.

terça-feira, 19 de maio de 2009

"Apanhada" em reportagem


Na passada quarta-feira, dia 13 de Maio, o Video Show, programa ao vivo da Rede Globo, "apanhou" Débora Duarte no meio do elenco fixo do seriado humorístico "Toma Lá, Dá Cá", que contou, nesse dia de ensaios e gravações, com a participação especial da tão especial atriz!


Débora foi aplaudida por todos os seus colegas ali presentes e, ao ser entrevistada pelo repórter André Marques, confessou-se admiradora de todos eles e feliz por poder trabalhar a seu lado, nesta sua participação mais do que especial no seriado de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, com direção geral de Mauro Mendonça Filho e Cininha de Paula e núcleo de Roberto Talma.


Um panorama geral do ambiente da reportagem, que pode ser vista, na íntegra, no site da Globo: AQUI.

domingo, 17 de maio de 2009

Divisora de águas!

O dia 4 de Novembro de 1968 é uma data histórica para a Televisão Brasileira: estreava, nesse dia, às 20 horas, na TV Tupi, "Beto Rockfeller", a novela que iria revolucionar completamente a teleledramaturgia, quer do ponto de vista da concepção e estrutura da história, quer do ponto de vista da direção e da interpretação, e que teria o seu último capítulo a ir ao ar no dia 30 de Novembro de 1969.

A sinopse do então diretor geral da Rede Tupi, Cassiano Gabus Mendes, foi parar às mãos do dramaturgo Bráulio Pedroso, que, curiosamente, até então, nunca havia visto televisão!
Bráulio Pedroso escrevia os capítulos e Lima Duarte, que dirigia a novela ao lado de Walter Avancini, adaptava-os para um registo mais televisivo.
A escalação de atores reunia os maiores talentos e estrelas da época, Débora Duarte, Luiz Gustavo, Irene Ravache, Marília Pêra, Ana Rosa, Plínio Marcos, Walter Forster, e lançava a atriz Bete Mendes.


Débora Duarte e Luiz Gustavo, os protagonistas de "Beto Rockfeller".


Assim nascia "Beto Rockfeller", título escolhido por Lima Duarte e que, segundo o próprio, sintetizava a ideia da novela:
"Beto, de Beto, um Beto qualquer, e Rockfeller, único e absoluto (...) E a novela é assim mesmo, desse Beto que quer ser o Rockfeller e não sabe o que tem de pagar para ser isso."

A crítica mordaz à sociedade, a irreverência dos temas em tempos de censura, o tom coloquial dos diálogos, o fator improviso, a simplicidade da trama aliada à complexidade dos personagens, o realismo e a modernidade da história e da forma como era contada e interpretada, não esquecendo a inovação da trilha sonora, que passou a conter temas de música popular, romperam com todos os padrões da época, renovando radicalmente o panorama da teledramaturgia brasileira. Na verdade, "Beto Rockfeller" criou a novela brasileira, aquela com que o povo brasileiro finalmente se identificou e onde encontrou a sua alma.


Débora Duarte em "Beto Rockfeller".


Mas se a novela em si representou uma revolução para a teledramaturgia brasileira, a interpretação de Débora Duarte também foi uma verdadeira divisora de águas no que respeita à arte da interpretação!


Débora tinha, então, apenas 18 anos de idade, mas já treze de televisão. Deu vida a Lu, a rebelde e carismática namorada de Beto Rockfeller, personagem de Luiz Gustavo.
A par do primeiro protagonista anti-herói de Luiz Gustavo, Débora, com a sua surpreendente naturalidade em relação aos padrões de interpretação da época, criou, com maestria, a primeira heroína anti-mártir da história da televisão brasileira.


Uma antológica interpretação que valeu, a Débora, os dois mais importantes prêmios do Brasil para melhor atriz, no ano de 1969: o Troféu da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e o Troféu Roquete Pinto.


Débora Duarte recebendo o Troféu Roquete Pinto, em 1969, pela sua interpretação em "Beto Rockfeller".



Nos seus agradecimentos, Débora revela a sua humildade, dizendo-se "uma atriz em formação", e agradece a seu pai, Lima Duarte, que a dirigiu na novela.



Linda e encantadora, a jovem e genial Débora!


O canal DÉBORA DUARTE no YouTube oferece-nos esta deliciosa relíquia: Débora recebendo o seu Troféu Roquete Pinto, em 1969!
VEJA AQUI.

domingo, 10 de maio de 2009

O Dia da Mãe Débora

Débora Duarte feliz com a recém-nascida "Toniquinha", como ela logo apelidou Paloma, junto de Antônio Marcos, ou "Toniquinho", o pai da menina, em 1977. Nesta reportagem, ambos explicam o porquê do invulgar nome que escolheram para a sua filha.


E dois anos antes, Débora com Daniela, a sua primeira filha.


FELIZ DIA DAS MÃES
A ESTA MÃE MARAVILHOSA!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Foto histórica

SÃO PAULO, São Bernardo do Campo, 27 de Outubro de 1978.
Em tempos de regime militar no Brasil, Débora Duarte está presente no comício de lançamento da candidatura ao Senado de Fernando Henrique Cardoso, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o partido da oposição consentida, junto de outros artistas também apoiantes da frente, como o cantor e compositor Antônio Marcos, seu marido na época, que aparece atrás dela, e ainda as atrizes Bruna Lombardi (à esquerda) e Eva Wilma (à direita).

domingo, 3 de maio de 2009

Loucuras de Amor

"Mil disfarces, loucuras, perseverança e jogo de interesses. Tudo isso para vencer as barreiras e conquistar o amor."

Martinha Vasconcelos (Débora Duarte) é uma menina original e cheia de personalidade! Filha do vice-reitor do colégio, começa o ano escolar dizendo que esse ano não quer mais ir às aulas...


... Mas o seu pai, um "careta", como ela lhe chama, não aceita assinar o seu pedido de trancamento de matrícula e ela muito contrariada lá segue para o colégio, com uma amiga. Só que a caminho, como estava dirigindo depressa demais, acaba por ter um acidente, batendo no carro de um desconhecido, Nélson (Antônio Marcos)...


... Já no colégio, com outra amiga, Martinha tem a impressão de voltar a ver o desconhecido em cujo carro batera ainda há pouco...


... E qual não é a sua surpresa quando, já na sala de aula, ela descobre que ele é, na verdade, o seu novo professor!


... Cada vez mais interessada no seu novo professor, Martinha, como todas as meninas apaixonadas, começa a preocupar-se mais com a sua aparência e pergunta a Sara (Lícia Magna), sua empregada, se a acha bonita...


Ela começa então a pensar numa série de planos hilários para conquistar o professor Nélson!


Primeiro, vai para a aula disfarçada, mas o professor, que é bem sério e desligado, não lhe dá qualquer importância! Desiludida, Martinha tira o seu disfarce, enquanto desabafa com uma das suas amigas...


O seu segundo plano também não corre melhor: Martinha disfarça-se de odalisca e finge ter uma informação secreta para passar a Nélson!


Martinha procura então a secretária do colégio para tentar obter mais informações sobre Nélson e poder, assim, "bolar um plano mais eficiente" e acaba por dar de caras com ele! Ele acha que a conhece de algum lugar, mas ela, subitamente mais tímida, diz-lhe que deve ser engano...


Até que o seu pai, Dr. Pedro (Roberto Yago), em conversa com ela, lhe diz que a secretária do colégio vai entrar de férias e não tem ninguém para a substituir. É então que surge o novo grande plano de Martinha...


... Ela finge ser Fátima, a nova secretária do colégio! Tudo para se aproximar cada vez mais do professor Nélson!


Martinha fica inconsolável, porém, quando fica a saber que o professor Nélson vai embora, pois não é efetivo no colégio...


E vai falar com o seu pai, tentando convencê-lo a efetivar o professor Nélson. O seu pai diz-lhe que, uma vez que o professor conseguira fazer com que a sua filha voltasse a ter interesse pelo colégio, já o efetivara nessa mesma tarde, o que deixa Martinha feliz da vida!


Nélson acaba por perceber que Fátima, na verdade, é a sua aluna maluquinha, e descobre que também está apaixonado por ela!
No entanto, ao descobrir que ela é também a filha do vice-reitor, fica a pensar que, afinal, a sua nomeação como efetivo não passou de um favor e decide afastar-se dela, o que a deixa novamente inconsolável...


... Até que ele muda de ideias e volta a procurá-la. Felizes e apaixonados, a aluna maluquinha e o professor sério ficam finalmente juntos, sem mais disfarces!



***


Estas imagens raras são retiradas de uma fotonovela de Janete Clair, chamada "Loucuras de Amor", protagonizada por Débora Duarte e Antônio Marcos. Foi publicada na revista "Sétimo Céu" n.º 245, no ano de 1976, e pode agora ser lida num dos sites DÉBORA DUARTE.

Uma verdadeira relíquia, mostrando mais uma deliciosa e carismática interpretação de Débora Duarte também no gênero da fotonovela!

Leia a fotonovela e veja mais imagens no site
DÉBORA DUARTE - Multiply

sábado, 2 de maio de 2009

A Grande Família II

Débora levando um ternurento beijinho de sua mãe, Marisa Sanches, grande atriz que brilhou durante décadas na TV Tupi e de quem Débora concerteza herdou toda a beleza e o extraordinário talento que tanto encantam o Brasil e o Mundo!


Débora contracenando com seu pai, o mestre Lima Duarte, na novela "O Décimo Mandamento" (Tupi, 1968), na qual interpretavam, pela primeira vez (a segunda foi em "Pecado Capital", da Globo, em 1975), os mesmos papéis da vida real: a filha Mariana e o pai Salvador.


Débora com sua primogênita, Daniela, nascida em 1975 e filha de Gracindo Jr., hoje atriz, diretora e produtora.


Débora e o ator Gracindo Jr., o pai de Daniela. Ambos trabalharam juntos inúmeras vezes no teatro, como por exemplo na peça "A Teoria na Prática é Outra" (1974) e ainda nas peças "Meus Prezados Canalhas" (1993), "Com a Pulga Atrás da Orelha" (2003) e "Liberdade para as Borboletas" (2005), dirigidas por Gracindo Jr. e estreladas por Débora.


Débora e sua "caçula" Paloma, nascida em 1977 e filha de Antônio Marcos, hoje também uma das mais famosas atrizes do Brasil.


Débora e o cantor e compositor Antônio Marcos, ou Toninho, o pai de Paloma, no estúdio de gravação, em 1976. Em 1978, ambos gravaram dois duetos lindíssimos, "Sonho de Nós Dois" e "A Carta", disponíveis para escutar neste blog. Também estiveram juntos em duas novelas, "Toninho on The Rocks" (Tupi, 1970), vivendo o par romântico Anita e Toninho, e "Cara a Cara" (Bandeirantes, 1979), vivendo Regina e Nando. Além disso, ainda em 1979 e na TV Bandeirantes, fizeram juntos um programa chamado "Rosa e Azul", que ia ao ar todas as terças-feiras às 21 horas, e onde os dois comandavam uma disputa entre as mulheres do planeta rosa e os homens do planeta azul!


Débora e suas lindas filhas, Paloma à esquerda e Daniela à direita.


Para ver a primeira matéria deste blog dedicada
à família de Débora Duarte, clique
aqui.

domingo, 26 de abril de 2009

Em tempo de paz, amor e criatividade


Débora Duarte é a capa da Revista da Tevê,
do jornal O Globo, do dia 9 de Dezembro de 1984.

1984 foi mais um ano de especial glória para Débora, que, depois de se despedir de personagens grandiosas como Maria Rita Mendonça, Maria de Araújo e Angelina Gattai, respectivamente das minisséries "Parabéns Pra Você" (1983), "Padre Cícero" (1984) e "Anarquistas Graças a Deus" (1984), passou a dar vida também na telinha, a partir de 26 de Novembro desse ano, à famosíssima e inesquecível Eloá Pellegrini de "Corpo a Corpo", novela de Gilberto Braga, que foi exibida, no horário nobre da Globo, até ao dia 21 de Junho de 1985.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

"A beleza é um movimento"



... DÉBORA POR TONINHO ...

"Bem, eu vou apresentar a mulher que eu amo... é tão difícil e é tão fácil... Eu aprendi uma coisa bonita na vida: primeiro, que a beleza é um movimento. Quem me ensinou isso foi Débora Duarte, a mulher que amo muito e que é responsável pelo passo bom que eu possa dar. Olha que responsabilidade que eu estou dando pra baixinha!"

"Hoje eu sou um homem feliz, junto com a pessoa que quero, junto com a família que gosto, junto com aquilo que preciso. Então, ela está aqui do meu lado, as minhas duas metades, as minhas duas partes, Débora Duarte, atriz, poetisa, companheira, baixinha como sempre, e um verdadeiro sabor..."

Antônio Marcos apresenta Débora Duarte no "Especial Antônio Marcos", para a Rádio América de São Paulo, em 1982.


... TONINHO POR DÉBORA ...

"Era uma vez... um homem
Que tentava cativar...
Atravessava o dia desvairado,
Louco entre as obrigações.
À noite, não:
Ele voava pro quarto,
Se estendia no chão,
Falava com seu gato,
Respirava sonhos,
Aspirava pólens...
Um dia, quase virou flor!
No entanto, ele sempre acordava
Antes que se desse o fim do sono,
Sempre suado, suando, lendo, recitando...
E dava pra dizer, dizer, dizer...
Falava sobre a tempestade
E a sua testa era salgada!
Não se acalmava nunca
E só se acalmaria docemente
Quando seu coração fizesse amor de corpo inteiro.
Era um homem que amava lento
E olhava nos olhos.
Depois, pra voltar a dormir,
Antes de chegar o fim do sono,
Ele abria a porta, a janela
E o peito ao vento.
Nada, nunca pedia!
Sendo, tudo teria!
Finalmente dormiria,
Que depois do fim se acorda,
Que o fim do sono
É bom dia!
"

Débora Duarte (Poema Para Toniquinho,
recitado por Débora no "Especial Antônio Marcos",
para a Rádio América de São Paulo, em 1982)


ESCUTE AQUI ESTA PARTE DO PROGRAMA

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Adeus Florinda

Na fotografia acima, Débora Duarte e o resto do elenco no final das gravações de "Três Irmãs", no passado dia 8 de Abril.

O último capítulo da novela das sete será transmitido, no Brasil, hoje, dia 10 de Abril, e reprisado amanhã, dia 11 de Abril. Em Portugal, a novela, que é transmitida pela SIC, às 18 horas, ainda vai no seu capítulo 77.


Florinda vai deixar saudade!
Eis alguns momentos da deliciosa interpretação de Débora:











Veja todas as fotos de Florinda no site
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sábado, 28 de março de 2009

O amor como uma onda...

Alice Prata foi a personagem de Débora em "Como Uma Onda", novela de Walter Negrão, com direção de Dennis Carvalho e Mauro Mendonça Filho, exibida, pela Rede Globo, de 22 de Novembro de 2004 a 18 de Junho de 2005.

O drama de Alice começa logo nos primeiros capítulos, quando ela se dá conta de que entregou a sua vida à família e, apesar disso, se sente profundamente solitária, principalmente no que diz respeito à relação com o marido, o Dr. José Prata (Marcos Caruso), médico e diretor de um hospital, o qual, por sua vez, vive quase só para a sua profissão e tem uma atitude de quase indiferença para com ela...


Alice desabafa, então, a sua tristeza com o marido e pede-lhe que ele dedique mais tempo à família. Prata diz-lhe que o fará, chamando alguém para dividir a direção do hospital consigo. Alice não poderia, porém, imaginar o que isso significaria...


Na verdade, Prata convida para essa função uma antiga colega de faculdade, Virgínia (Mila Moreira), com quem já havia tido um caso durante a juventude, o que faz com que Alice, já marcada pela indiferença do marido, comece a sentir fortes ciúmes da médica. Na foto acima, Alice espera, à noite, que Prata chegue a casa e, por fim, desesperada, procura-o pelo telefone...


Alice entra, assim, em depressão, com momentos como o da foto acima, em que se resigna e se refugia na sua solidão... (Nesta cena, Jackie, a sua empregada, personagem de Yaçanã Martins, tenta convencê-la a sair da depressão.)


... Noutros momentos, Alice decide exprimir, de forma veemente, os seus ciúmes, como na cena da foto acima, em que ela flagra Prata e Virgínia num restaurante e senta-se à mesa deles, tratando-os com ironia, mas nem por isso conseguindo maior atenção por parte do marido...


... Alice sofre cada vez mais com a situação e os seus ciúmes tornam-se de tal modo insustentáveis que, depois de uma discussão, Prata acaba por sair de casa, começando, apenas então, uma relação amorosa com a colega Virgínia, junto de quem procura apoio...


No entanto, todo o sofrimento acaba por trazer uma nova maturidade e uma nova força a Alice, que se transforma, assim, numa nova mulher, segura de si mesma e determinada a encontrar outros sentidos para a sua vida que não apenas o marido e os filhos...


Esta nova Alice acaba por fascinar novamente Prata, que, no final da festa de noivado de um dos filhos, surpreende-a com um beijo!


Mais tarde, quando acontece a tragédia do acidente que deixa Rafa (Sérgio Marone), filho de ambos, sem poder andar, é Alice que dá força a Prata e o faz acreditar na recuperação do filho, o que faz crescer ainda mais a admiração de Prata pela mulher em que Alice se tornou.


Alice e Prata unem-se mais com a tragédia do filho, embora Prata continue vivendo com Virgínia e Alice continue seguindo a sua nova vida de mulher solteira e dinâmica profissionalmente.


Porém, Prata volta a procurar Alice e, durante uma conversa em que deveriam acertar os pormenores do divórcio, ele acaba por confessar-lhe a sua admiração e a sua atração pela mulher bela e forte em que ela se transformou...


E beija-a de novo, apaixonadamente!


Alice e Prata voltam, então, a amar-se...


... E Prata vacila em relação ao divórcio, mas Alice mantém a sua posição de que a separação fez bem a ambos e de que é a melhor solução, surpreendendo-o uma vez mais!


O que não significa, diz ela, por fim, que eles não tenham uns "encontros" como aquele, de vez em quando, para "matar as saudades"...


No final, Alice e Prata, bem resolvidos no que diz respeito à sua relação, seguem de braços dados para formalizar o divórcio e combinam um almoço com os filhos para "celebrar" a família feliz em que se tornaram.


Mais uma grandiosa interpretação de Débora Duarte, que, de forma fascinante e com singular maestria, conduziu o crescimento e a transformação desta personagem ao longo da trama.

Veja mais fotos de Alice no site
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sábado, 14 de março de 2009

Arte em quadrinhos



Estas belíssimas imagens fazem parte de uma fotonovela protagonizada por Débora Duarte e Francisco Cuoco, chamada "Andorinha de Asa Ferida" e publicada no número 50 da Revista "Cartaz", do dia 14 de Fevereiro de 1973.

Lindíssima, nos seus já veteranos 23 anos, Débora, uma vez mais, fascina com a extraordinária força interpretativa do seu olhar e gestos, de tal forma que, mesmo não havendo movimento nem som, podemos senti-los em toda a sua beleza...


Marta (Débora Duarte) está na praia com o namorado, quando este lhe propõe saírem mais tarde. Ela diz-lhe que não, porque tem uma festa com uns amigos de quem ele não gosta. Porém, ele insiste para que se encontrem mais tarde e ela acaba por aceitar...

... Só que na tal festinha, Marta é interceptada por um misterioso estranho, Beto (Francisco Cuoco), e aceita o convite deste para ir até sua casa...

... Marta e Beto conversam longamente, num encantamento mútuo cada vez maior, fazendo com que ela se esqueça do namorado que a esperava...

... E, juntos, vão desvendar os segredos de um passado que misteriosamente os une...


Leia mais da história e veja mais belas imagens desta fotonovela no site
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sábado, 7 de março de 2009

"Um casal vivido com arte"


Partindo deste recorte de jornal da época, eis mais alguns belíssimos momentos da história deste apaixonante casal, vivido por Débora Duarte e Ney Latorraca, na minissérie "Anarquistas, Graças a Deus", produzida pela Rede Globo, exibida em 1984 e lançada em DVD em 2008:


Angelina e Ernesto quando se conheceram, já no Brasil: ele apaixona-se à primeira vista, enquanto ela declama para uma plateia sobre o sonho anarquista, numa das mais belas e artísticas cenas de toda a teledramaturgia.



Angelina e Ernesto, recém-casados, andando de bonde:
note-se a profunda cumplicidade e o amor pleno que o olhar de ambos denuncia.



Angelina e Ernesto também discutiam com Arte...



... e amavam-se com Arte!
Uma delícia!



Ernesto tentando consolar Angelina,
depois de ela encontrar o seu disco mais querido todo quebrado...
Pura emoção! Pura Arte.



Os projetos, as conversas do casal...
E o brilho de duas interpretações sensacionais, num dos encontros mais felizes da história da teledramaturgia brasileira!

(continua...)


MINISSÉRIE DISPONÍVEL EM DVD!
"ANARQUISTAS, GRAÇAS A DEUS"
IMPERDÍVEL!

domingo, 1 de março de 2009

Flashs de uma doce parceria


Débora Duarte e Marco Nanini, no início dos anos 70.
Ambos integraram o elenco da novela "Carinhoso"
(Rede Globo, 1973/1974): ela como Marisa e ele como Faísca.


O encontro de Débora e Marco Nanini na TV repetir-se-ia em 1975, ainda na Rede Globo, com "Pecado Capital", em que os dois deram vida aos irmãos Vilminha e Vinicius (ver foto na matéria "De Lulu a Vilminha"), filhos de Salviano Lisboa (Lima Duarte).


Mas foi no teatro que esta parceria se tornou mais profunda e intensa, pois ambos estrelaram a peça "Doce Deleite", de Alcione Araújo, José Márcio Penido, Mauro Rasi e Vicente Pereira, com direção do primeiro.


Débora Duarte e Marco Nanini
em "Doce Deleite", no início dos anos 80.


Grande sucesso, "Doce Deleite" viajou por todo o Brasil e esteve em cartaz de 1981 a 1984, sendo que Débora sucedeu às atrizes Marília Pêra, Regina Casé e Bia Nunes na parceria com Marco Nanini.
Tratava-se de uma sequência de esquetes cômicos, os quais serviam de pretexto a uma série de composições de tipo por parte da dupla.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

De Patinho Feio a Princesa


« MERECEM SER VISTAS

As únicas atrizes que, no momento, andam escapando do padrão convencional de interpretação de novelas são Débora Duarte e Irene Ravache em O Profeta. Parecem gente, são plenamente divertidas e dão até a impressão de que não apenas recitam seus papéis, mas gostam do que estão fazendo.

Uma atitude bastante coerente de Débora, que foi a nossa primeira mocinha telenovelesca antimártir no antológico Beto Rockefeller de priscas eras. Irene nunca, porém, tinha tido a chance de mostrar seu solto estilo de comediante brasileira em novelas, só provara este seu talento em teatro. Em TV, sempre ficava formal.

Merecem, por isso, ser vistas pelo público e por quem anda nivelando, reprimindo e mumificando os outros atores brasileiros.
»

Jornal/Revista: Jornal do Brasil
Data de Publicação: 12.04.1978
Fonte: Site TV Pesquisa


Na primeira fotografia, Débora Duarte com Carlos Augusto Strazzer,
Elaine Cristina e Glauce Graieb, e na segunda, Irene Ravache,
todos integrantes do elenco de "O Profeta".



O Profeta vem aí!

Às 20 horas do dia 24 de Outubro de 1977, estreava, na TV Tupi, o grande sucesso "O Profeta", novela de Ivani Ribeiro, com direção de Antonino Seabra e Álvaro Fugulin, a qual seria exibida até ao dia 29 de Abril de 1978.

A novela foi anunciada com pompa!


«
Com o objetivo de repetir o mesmo sucesso que fez "A Viagem", de Ivani Ribeiro, a Rede Tupi de São Paulo está preparando a todo o vapor sua próxima novela das 8 da noite, onde a famosa autora vai retratar um tema idêntico ao da sua obra anterior: os fenômenos do além.

(...)

Sem intenção de criar polêmica sobre o assunto, Ivani Ribeiro pretende mostrar ao público que o homem está cada vez mais afastado de Deus e, à medida que a tecnologia moderna avança, mais ele se sente só e inseguro. (...)
»



Débora Duarte no elenco: o regresso à Tupi!


A última novela que Débora havia feito na Rede Tupi era "Toninho on The Rocks", em 1970. Depois disso, passou pela Rede Record, onde fez, em 1971, "Editora Mayo, Bom Dia" e, logo em seguida, estrelou seis novelas seguidas na Rede Globo: "Bicho do Mato" (1972), "A Patota" (1972), "Carinhoso" (1973), "O Espigão" (1974), "Escalada" (1975) e "Pecado Capital" (1975).

Sete anos depois, Débora volta, então, à casa que a vira nascer como atriz, ainda nos anos 50, para dar vida a mais uma das suas personagens antológicas da história da teledramaturgia brasileira, a engraçada e sonhadora Carola, personagem que vai viver uma grande transformação no decorrer da trama...



O sucesso foi enorme!

As muitas capas de revista da época, dando destaque a Débora e a Carlos Augusto Strazzer (que interpretou Daniel, o profeta, e eterno amor de Carola), são disso testemunho.

Eis alguns exemplos:






O final ansiado pelo público!


«
Depois de acompanhar durante seis meses todos os emocionantes lances de "O Profeta", o fiel público finalmente assistirá ao feliz desfecho do mais badalado casal da história: Carola (Débora Duarte) e Daniel (Carlos Augusto Strazzer) ficam juntos para sempre!

E o mais comovedor de tudo: a união dos dois é a maior prova de amor e esperança da novela, pois mostra que as pessoas sinceras, honestas e verdadeiramente apaixonadas podem alcançar a felicidade se não abrirem mão de seus sonhos, por mais distantes que eles sejam.


A PRINCÍPIO, CAROLA LUTA EM SILÊNCIO POR SEU AMOR

E esse foi o caso de Carola, que desde o início da novela lutou em silêncio para conquistar o coração de Daniel. Mas, apesar de loucamente apaixonada por Daniel - quem não se lembra? - Carola tinha Ruth (Glauce Graieb) no caminho. Ruth, sua irmã, era noiva do rapaz.

Fora isso, Carola possuía sérios grilos por ser gordinha e se sentir rejeitada até mesmo por sua própria mãe, Maria Luísa (Márcia de Windsor).
Em seu desespero de garota mal-amada, que vê seu primeiro amor sem perspectivas de um futuro feliz, Carola passou por uma fase de fossas incríveis que sempre terminavam em pilequinhos.

Depois de algum tempo, porém, Daniel rompe seu noivado com Ruth, alimentando uma leve esperança no coração de Carola.
Mas a doce ilusão dura pouco: a garota logo sabe que Daniel está apaixonado por Sônia (Elaine Cristina) e que desmanchara com Ruth para ficar com seu novo amor.

Para espanto geral, Sônia era noiva do melhor amigo do profeta, o Murilo (Walter Prado). E Daniel teve de se contentar com raros e furtivos encontros com a garota.
Esse romance "clandestino" com Sônia abala muito a frágil estrutura de Carola e, quando Murilo morreu pouco antes de se casar, nova onda de tristeza se abate sobre o "patinho feio". Tudo indicava que suas esperanças de um dia conquistar Daniel morriam junto com Murilo, já que Sônia, livre de compromisso, na certa responderia ao amor do profeta.


AMOR E DEDICAÇÃO DA GAROTA VENCEM TODAS AS BARREIRAS

Para alegria de Carola e do público, porém, Sônia mostra que não estava tão apaixonada por Daniel, o que faz o rapaz sofrer muito ou até mais que a própria Carola. Acontece que Sônia aceita o pedido de casamento de Heitor (John Herbert), um homem mais velho que ela.

Dessa forma, sem Ruth e sem o amor de Sônia, Daniel começa a sentir falta do carinho e do amor de uma mulher que o compreenda completamente e que seja sua fiel companheira.
No fundo, Daniel estava à procura da mulher dos seus sonhos.

Foi então que o profeta começa a descobrir a verdadeira mulher que sempre existiu por trás do jeito rebelde e agressivo de Carola. E constata que a única amiga que nunca o havia abandonado nos momentos críticos da sua vida tinha sido justamente ela.
E quando a garota simula que está namorando outro rapaz, Daniel percebe que os seus sentimentos por ela não são apenas de amizade. O sentimento que o une à garota é muito mais do que isso: é o doce sentimento do amor que finalmente os leva a se completarem e se amarem para sempre....
»

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Matéria de Capa - "Sétimo Céu" II


Mais uma capa da "Sétimo Céu" com Débora e
Antônio Marcos (o pai de Paloma), nos anos 70.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Um furacão chamado Marisa...







Aos 23 anos apenas, Débora surgia nos créditos da abertura da novela "Carinhoso" (Rede Globo, 1973) como "PARTICIPAÇÃO ESPECIAL"!


(Veja a abertura da novela
AQUI

- note-se que a música está alterada em relação ao original.)



Admirável! Na verdade, Débora já era uma veterana com quase vinte anos de carreira e uma das musas da TV brasileira.

A bela e determinada Marisa, a antagonista da história, foi uma das personagens de maior força da sua carreira e um dos maiores sucessos da novela de Lauro César Muniz, acabando por ter um fim trágico, morrendo num acidente de carro, na estrada Rio-Petrópolis, ao lado do seu grande amor, Eduardo...


Parcerias de Débora na novela:


Com Célia Biar, que interpretou Hermínia Vasconcelos Lima,
mãe de Eduardo (Marcos Paulo) e Humberto (Cláudio Marzo).




RECORTE DE REVISTA:
As rivais Marisa (Débora Duarte) e Cecília (Regina Duarte),
ambas apaixonadas pelo mesmo homem, Eduardo (Marcos Paulo).




Débora em plena cena com Marcos Paulo,
que deu vida a Eduardo, a grande paixão de Marisa.
Por ele, Marisa lutará até ao fim sem medir meios...




Débora e Marcos Paulo,
divertidos durante as gravações de "Carinhoso".


No último capítulo, que foi ao ar a 23 de Janeiro de 1974, ainda se ouve a voz de Marisa numa fita, em que ela se mostrava confiante de que, finalmente, ficaria para sempre com o seu "Dudu".
"Tchau, gente!" - são as suas últimas palavras, sem saber que a despedida seria a própria morte.

Ver AQUI.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Momento de Poesia III



Quero um amor capaz de relaxar
uma estátua nos meus dedos.






Há qualquer coisa errada, entravada, com a tua semente
Ela recusa terra, não quer água
Só tropeça e rola entre soluços estéreis.






Eu queria tanto estar sem jeito
Mas tudo vai ser tão igual
Você insiste e eu me deito
Tudo mal, meu bem, mas tudo bem mal






Eu espero em paz a paz que eu poderei dar.


POEMAS DE DÉBORA DUARTE

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Maria do Socorro: preferência nacional !




« VITÓRIA FESTEJADA!

No começo, ela era uma mulher transparente aos olhos do marido. Mas, um dia, ela começou a conquistar o pai de suas filhas. Primeiro, foi um abraço desajeitado, depois um beijo... até que aconteceu a noite de amor e a chama da paixão se acendeu para os dois. A felicidade do casal foi coroada por uma gravidez. Dessa gestação, todo mundo que acompanha Terra Nostra sabe que nascerá o filho varão de Maria do Socorro (Débora Duarte) e Gumercindo (Antônio Fagundes).


Quando o Brasil inteiro comemorava a felicidade de Maria do Socorro, veio a bomba: Benedito Ruy Barbosa tinha outro plano para ela.
Há um mês, a imprensa começou a noticiar que a personagem morreria no parto. O autor não imaginou a revolta que sua idéia causaria nos telespectadores. Pouco a pouco, começaram a chover telefonemas para a emissora pedindo que ele deixasse Maria do Socorro viver.
Na semana passada, o protesto ganhou a Internet. Os "culpados" por isso são dois cariocas: Alessandra Trindade e Wagner Mello. A dupla criou um e-mail para os espectadores interessados em mudar o destino da personagem. A cada dia, o endereço recebe setenta mensagens de protesto. "Maria do Socorro não pode morrer bem agora que está tendo a chance de ser feliz!", diz Alessandra.


Quem está adorando esta repercussão é Débora Duarte: "A TV está carente de personagens com mais idade. Por causa da vivência, as pessoas mais velhas têm problemas mais elaborados", diz. "Acho que é isso que faz o público se identificar tanto com a Maria do Socorro."


A torcida pela personagem também aconteceu na casa de Benedito Ruy Barbosa.
"Todo mundo estava torcendo para que ela continuasse viva", conta Edilene Barbosa, sua filha e colaboradora na trama. "Meu pai nunca disse que o fim de Maria do Socorro seria a morte no parto. Só cogitou essa hipótese."
Edilene garante que não foi só o público que fez o autor mudar de idéia. "Ele analisou a situação e achou que as mulheres de mais idade ficariam assustadas com sua morte após o parto."
A explicação reforça a fama de Benedito não gostar de se guiar apenas pela opinião dos telespectadores. "Às vezes, ele planeja um destino para o personagem e quando o texto vai para o papel muda tudo", conta Edilene. "Maria do Socorro continuará na trama, mas o que vai acontecer com ela só Benedito poderá dizer." »

Revista: Minha Novela
Data de Publicação: 29.01.2000
Autora: Márcia Miranda

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Beleza por uma boa causa!


No início desta década, em 2000, após terem brilhado juntas em "Hilda Furacão" (1998) e "Terra Nostra" (1999/2000), Débora e Paloma foram convidadas para dar o rosto pela Campanha Calcium Sandoz Contra a Osteoporose e o resultado foi esta fotografia belíssima!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Velhos Amigos







Em Maio de 1974, Débora e o cantor da Jovem Guarda, Jerry Adriani, reencontram-se, por intermédio da revista "Sétimo Céu", e mandam recadinhos de amizade recíprocos:



"A vida agitada que levam e os muitos compromissos faziam com que eles ficassem separados bastante tempo, sem trocar ao menos um olá. Mas, aqui, revelam como encontraram uma solução para acabar de vez com as saudades que sentiam."



"Na primeira chance que tiveram de se encontrar, os dois muniram-se de caneta, papel, gravador e mandaram brasa. Primeiro foi Jerry quem redigiu e gravou o que queria dizer a Débora. Depois foi a vez dela fazer o mesmo. Quando ambos terminaram, cada um guardou o bilhete e a fita que lhe cabiam e pronto, estava resolvido o problema."



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Livro de Débora



Revista "Manchete", 1987



Os muitos admiradores de Débora anseiam por uma reedição acrescentada deste livro!
Urge tornar tão extraordinária Poesia acessível, finalmente, a todos, porque ela é, sem dúvida, um marco da cultura e das letras brasileiras.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"Chama a Lu de Beto Rockfeller!"

...Foi assim que Débora, que acabara de fazer um enorme sucesso com a sua rebelde Lu da antológica novela "Beto Rockfeller" (Rede Tupi, 1968/1969), foi convidada a fazer testes para a produção franco-italiana "Céleste", acabando por ser a escolhida.

Depois de muito resistir em ir para França, Débora acabou por embarcar nas "aventures d'une bonne portugaise à Paris".

1970. Débora tinha, então, a sua estreia cinematográfica, aos 20 anos, como protagonista de um filme francês, com realização de Michel Gast. O elenco continha ainda estrelas da época como Jean Rocheford e Lea Massari.

Débora é Céleste, uma bela jovem portuguesa, idealista, corajosa e determinada, partidária do marxismo-leninismo, que chega a Paris fugindo da PIDE - a polícia política portuguesa. Para sobreviver, acaba por se empregar na casa do jornalista televisivo Georges Cazenave (Jean Rocheford), que rapidamente, e apesar de comprometido com Hélène (Lea Massari), se vai render aos encantos dela e apaixonar-se perdidamente... Ambos se entregam à paixão, mas as aventuras políticas acabarão por desviar os seus caminhos...



A capa do VHS do filme, hoje uma raridade de colecionador.


Débora fala um francês exímio no filme, havendo ainda momentos em que nos brinda com o seu idioma materno.

Débora incendeia a grande tela...

O seu sucesso foi tão estrondoso, a crítica francesa ao seu desempenho tão extraordinária, que fortes foram as insistências para que ficasse na França, com empresários franceses e tudo o que fosse preciso para o lançamento da sua muito promissora carreira internacional!

"Nunca desejei isso para mim". Débora voltou, com os seus veteranos 20 anos, para as telas e para os palcos do seu Brasil.
Ainda no mesmo ano, 1970, já estava estrelando a nova novela da Rede Tupi, "Toninho on The Rocks", como Anita, em parceria romântica com o seu futuro marido, Antônio Marcos, na pele de Toninho...


♦ Mais informações sobre o filme (ficha técnica, artística e sinopse) no site da Cinémathèque Française .

♦ O filme "Céleste" pode ser adquirido no site Price Minister .

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Paixão de Teresa

"Canavial de Paixões" foi exibida no SBT, em 118 capítulos, de 13 de Outubro de 2003 a 23 de Março de 2004, às 20.30h.
Adaptada do formato original mexicano, produzido em 1996, com texto de Caridad Bravo Adams, a tradução para português coube a Henrique Zambelli e Simoni Boer e a supervisão de texto a Ecila Pedroso.
Com direção de Jacques Lagoa e Cláudio Callao, direção geral de Henrique Martins, núcleo de Daniel Scherer e direção geral de teledramaturgia de David Grinberg, a telenovela "Canavial de Paixões" foi um dos maiores sucessos de sempre da emissora, o que se refletiu na audiência, chegando a atingir a surpreendente marca de 21 pontos contra 30 da Rede Globo.
Foi reprisada, em 105 capítulos, de 24 de Outubro de 2005 a 17 de Março de 2006.

A trama gira em torno da personagem de Débora, Teresa Giácomo, uma mulher intensa, apaixonada e amargurada, que vive profundamente marcada pelos casos extraconjugais do marido, Antenor (Vítor Fasano), nomeadamente com Débora Feberman (Cláudia Ohana), e pela rejeição do romance do seu filho Paulo (Gustavo Haddad) com Clara (Bianca Castanho), filha daquela.



Teresa Giácomo, na magistral interpretação de Débora.




Teresa (Débora Duarte) e Clara (Bianca Castanho) confrontando-se.




Teresa
(Débora Duarte) acalmando a briga entre o seu filho Paulo (Gustavo Haddad) e o primo deste, Guilherme (Sidney Sampaio).


Mas nada melhor do que ouvir a própria Débora falando de Teresa!


Eis duas reportagens da época:


« DÉBORA DUARTE VOLTA À CENA DE CASA E VISUAL NOVOS

De bem com a vida e mais magra, graças a uma recente cirurgia de redução do estômago, a atriz será destaque na próxima novela do SBT.
Débora Duarte dispensa apresentações. De casa nova, dá vida à amarga Teresa, de Canavial de Paixões, novela prevista para estrear em Outubro no SBT. Apesar de a trama ainda não ter entrado no ar, a atriz já defende com unhas e dentes sua personagem. "Ela não é a vilã, não é má, é apenas infeliz", justifica a atriz, que não mudou só de canal: seu visual também está repaginado. Débora desfila pela tevê mais magra e feliz. "Estou vivendo uma fase maravilhosa. Sinto como se tivesse deixado de lado uma irmã chata que ficou no meio do caminho", diz a atriz, taxativa quando o assunto é dieta (ou operação), o verdadeiro motivo por ter emagrecido tanto. "Não me interessa ficar falando." Sabe-se que Débora se submeteu recentemente a uma cirurgia de redução de estômago.
Ela conta que sua personagem, a Teresa, será uma mulher determinada, romântica e um pouco triste. "Justamente por ser romântica e não ser tão bem-sucedida nesse sentido. Ela se torna descrente e amarga." Quanto à interpretação de um texto mexicano (adaptado para o público brasileiro por Ecila Pedroso), Débora é novamente incisiva. "Não tenho muito o que achar. Me chamaram para fazer essa novela, gosto do personagem, acredito que dá para fazer um belíssimo trabalho e vou fazê-lo com todo meu amor. Acho que o elenco é muito talentoso, que a novela é boa e deve ser feita sem pudor, pra valer."
Por conta das gravações, Débora teve de se mudar provisoriamente para São Paulo. Afirma estar adorando voltar à cidade onde foi criada. Confessa, no entanto, que tem saudade da sua casa no Rio e das sete cachorras. Pretende, nos fins de semana, dar um pulinho por lá, para "dar beijos em todo mundo e conferir se a casa não caiu".
Daniela e Paloma - Enquanto a mãe ganha destaque na trama do SBT, a filha Paloma Duarte continua esbanjando talento na concorrente, com Marina, em Mulheres Apaixonadas. Mas engana-se quem acredita que mãe e filha "trocam figurinhas" sobre trabalho. "Isso não acontece. Cada uma tem seu estilo, seu critério. A gente só se parabeniza, mas nunca interferimos na formação do trabalho da outra. Também, ela nunca precisou." Débora aproveita para explicar que a relação com Paloma é baseada em muita cumplicidade. "A gente se ama e compartilha a vida. Eu também tenho outra filha, a Daniela Duarte, que estrelou três peças de teatro, fez um filme que ganhou um prêmio em Gramado e produz peças. Eu e a Paloma compartilhamos com Daniela tudo o que ocorre, mas ela também não pede palpite, não." Sobre o namoro de Paloma com o cantor e compositor Oswaldo Montenegro, Débora garante que não se intromete também. "O namorado é dela e eu confio muito na minha filha." »

Jornal: O Estado de São Paulo
Data de Publicação: 21.09.2003
Autor: Fabiane Bernardi
Fonte: Site TV Pesquisa





David Grinberg, diretor de teledramaturgia do SBT, recebendo Débora, em Julho de 2003, na sua visita à sede da emissora, em São Paulo, na Anhangüera, durante as negociações para a sua entrada na nova novela, "Canavial de Paixões". Por essa altura, Débora estrelava, em São Paulo, a peça "Com a Pulga Atrás da Orelha", no Teatro Procópio Ferreira.




Momentos dos bastidores das primeiras gravações:
o texto e o diretor, Jacques Lagoa.




O sorriso e o brilho de Débora.




Débora com outros atores do elenco, nos bastidores das primeiras gravações.




Débora com os colegas Cláudia Ohana, Jandir Ferrari e Vítor Fasano.




A força de um olhar.



«“TROCAR DE EMISSORA É NORMAL”

Uma das principais atrizes brasileiras e contratada da Rede Globo durante muitos anos, Débora Duarte será uma das protagonistas de Canavial de Paixões.
Ela viverá Teresa Giácomo, esposa de Victor Fasano. Débora falou a Gente sobre a carreira e a mudança de emissora.
- Como é ir para outra emissora?
- Não vejo problema em ir de uma emissora para outra. Acho perfeitamente normal e profissional. Recebi o convite no fimde julho, quando terminou meu contrato com a Globo. Aceitei, pois não tinha nada em vista lá.
- O SBT não tem tradição em telenovela.
- Por isso acho maravilhosa a disposição que a emissora está tendo com esta produção. Existe uma necessidade, uma urgência em abrir frentes de trabalho para os atores. Não se pode achar que trabalho bom em novela só pode ser na Globo.
- Sentiu diferença na interpretação de um texto mexicano, adaptado ao público brasileiro por Ecila Pedroso?
- Davi Grinberg (diretor-geral do núcleo de teledramaturgia) me chamou para fazer a novela, eu aceitei e vou fazer com muito amor. O elenco é muito bom, e acredito que poderemos fazer um belíssimo trabalho sem pudor.
- Como é a sua personagem?
- Farei a personagem central da novela, a matriarca da família dona da usina. Uma mulher forte, determinada e romântica, mas também muito amarga por não ter tido sucesso no amor. Será um papel intenso do começo ao fim da trama.
- Você se submeteu a uma cirurgia de redução de estômago, e esta será sua estréia com a nova forma física.
- Não quero falar sobre meu peso. Isso não faz diferença na interpretação.
»

Revista: ISTO É - Gente
Data de Publicação: 09.10.2003
Autor: Mayra Stachuk
Fonte: Site TV Pesquisa





Dia 7 de Outubro de 2003, dia da apresentação da novela à imprensa. Débora e restante elenco são surpreendidos, ao chegarem à cidade cenográfica, com uma barraquinha de pastéis! Débora e Óscar Magrini, na foto, não perderam tempo e foram os primeiros a deliciarem-se...




O encanto de uma Atriz.




Mais momentos de bastidores:
A maquiagem de Débora é retocada antes de ela entrar em cena.




La Duarte, com Jandir Ferrari.




Dia 13 de Outubro de 2003: Débora com Patrícia Novaes, Thierry Figueira e Óscar Magrini, na festa de lançamento da novela, no bar Mercearia São Roque, no Jockey Club.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Matéria de Capa - "Sétimo Céu"

domingo, 18 de janeiro de 2009

Novelas da Nossa Vida - "Corpo a Corpo"

Recentemente, a revista semanal portuguesa TV 7 Dias dedicou o fascículo "Novelas da Minha Vida" a "Corpo a Corpo", novela da Rede Globo, de 1984/1985, também exibida em Portugal.

Débora fez a capa, ao lado de Flávio Galvão, intérpretes, respectivamente, da antológica Eloá Pellegrini e do misterioso Raul, dito "O Diabo", as personagens que protagonizaram os momentos mais intensos e incitantes da trama de Gilberto Braga.





A dupla personalidade de Teresa (Glória Menezes), a vilania de Lúcia (Joana Fomm), o mistério de Raul (Flávio Galvão) e o amor de Osmar (Antônio Fagundes).



Mais personagens e...


DESTAQUE PARA DÉBORA!



Por fim, a polêmica social provocada pelo tema do racismo abordado na novela.


O Prêmio de Melhor Atriz da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de 1985 foi arrecadado por Débora, pela sua fascinante interpretação como a ambiciosa, determinada e apaixonada Eloá.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Momento de Poesia II


Te habito e escolho
Teu prazer me planta
Te amo como uma santa
Encravada no teu olho


Corta a foice, lâmina curva e muda dos teus lábios
Sangra o silêncio
Dormes...
Eu escrevo

POEMAS DE DÉBORA DUARTE

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Nesta data querida...

Neste domingo, 4 de Janeiro de 2009, Débora, linda como sempre, festejou os seus 59 anos, completados no passado dia 2, com um jantar de amigos num restaurante do Leblon, na Cidade Maravilhosa.

Entre os amigos, estiveram presentes as também atrizes Sílvia Pfeifer, Jacqueline Laurence, Cristiana Oliveira, Paula Pereira e Betty Faria e ainda o agente Marcos Montenegro (nas fotografias).

Com cinquenta e nove anos de luz nos palcos da Vida, e praticamente outros tantos nos palcos da Arte, a nossa estrela maior está aí, para continuar brilhando e deslumbrando: Débora Duarte!

Fotos: http://ego.globo.com e http://oglobo.globo.com/cultura/kogut

domingo, 4 de janeiro de 2009

Angelina, Graças a Deus!


Angelina Gattai é uma daquelas personagens imensas, grandiosas e tão humanas e tão belas que só podem ser destinadas a atores geniais. Quando isso acontece, produz-se uma maravilha.
"Uma personagem doadora", nas palavras de Débora, ao contrário de outras que "sugam" o ator e toda a sua experiência de vida.
Pois Angelina doou. E Débora, por sua vez, deu-no-la inteira, perfeita, sublime...



"Anarquistas, Graças a Deus", minissérie produzida pela Rede Globo como adaptação do romance autobiográfico de Zélia Gattai (seu livro de estreia, publicado em 1979), foi escrita por Walter George Durst e dirigida por Walter Avancini, tendo sido exibida, pela primeira vez, de 7 a 17 de Maio de 1984, em oito capítulos, às 22.15h.

Nos papéis principais: Débora Duarte e Ney Latorraca, dando vida, num entendimento perfeito, a Angelina e Ernesto, os pais de Zélia, dois imigrantes italianos que, no início do século XX, se conhecem e se apaixonam em terras brasileiras, tendo como pano de fundo a persecução de um sonho comum: a utopia anarquista.



A força e a beleza do amor de Angelina e Ernesto marcam profundamente todo o desenrolar da história da família Gattai, recordada pela menina Zélia, a mais nova dos cinco filhos do casal.


A família Gattai, da esquerda para a direita: Angelina (Débora Duarte), Ernesto (Ney Latorraca), Tito (Afonso Nigro), Zélia (Daniele Rodrigues), Vera (Cristiane Rando), Vanda (Lilian Vizzachero), Nonno (Gianni Ratto) e Remo (Marcos Frota), com Maria Negra (Zenaide Pereira).


Uma história lindíssima, mágica, emocionante, contada a par e passo com a História do Mundo, magistralmente dirigida, com uma excelente reconstituição da época e interpretações notáveis por parte de todo o elenco fazem de "Anarquistas, Graças a Deus" uma obra-prima incontestável da teledramaturgia brasileira.
E Angelina é, sem dúvida, uma das personagens mais importantes da carreira de Débora e uma das mais queridas pela própria atriz.


Angelina no início da história: o sonho anarquista


Forte, intensa, determinada, apaixonada, dedicada, sensível, profunda, generosa, segura, confiante, lúcida, verdadeira, bela...
Angelina carrega-nos para um mundo de sonho e beleza através da absolutamente fascinante e inequecível interpretação de Débora!










Felizmente, em 2008, a Rede Globo lançou o DVD da minissérie, sendo, pois, possível, hoje em dia, ter acesso a esta obra-prima.


O DVD: à venda!

IMPERDÍVEL!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A relação de Débora com a moda



Pela primeira vez num desfile de moda, em Junho de 2008, na São Paulo Fashion Week, Débora foi entrevistada por O Globo Online, tendo dito o seguinte:

«Tenho uma relação de atriz com a moda. Moda para mim é figurino. São personagens que as pessoas montam, mexendo com a sensibilidade, com a auto-estima de cada um. Não me preocupo de estar na moda. Acho que cada um tem que ter a sua moda própria, mas eu, por exemplo, não tenho a minha. Gostaria de saber mais.»



Na sua juventude, Débora pousou algumas vezes como modelo.
Eis algumas fotografias lindíssimas de mais algumas personagens de Débora, desta vez enquanto modelo:





Recentemente, na revista Manequim, foi publicada, no âmbito de um artigo sobre a moda nos anos 60, esta deliciosa fotografia de Débora!

E tem a seguinte legenda:
"Débora Duarte, atriz de sucesso já nos anos 1960"

sábado, 27 de dezembro de 2008

Os outros prazeres de "Terra Nostra"


[continuação de "MAR CALMO, CÉU DE BRIGADEIRO",
em "Os Olhos de Maria do Socorro"]

« Contracenar com a filha, Paloma Duarte (Angélica), e com Antônio Fagundes (Gumercindo), seu par romântico também na novela ‘‘Corpo a corpo’’, são outros prazeres que ‘‘Terra Nostra’’ lhe traz:
- Costumo dizer que o Fagundes é meu melhor marido, nós nos entendemos muito bem. E a Paloma é uma atriz inteligente e luminosa, que não tem preguiça de pensar - diz a mãe, orgulhosa. (...)


Maria do Socorro e Gumercindo:




Maria do Socorro e Angélica:



Débora e Paloma nos bastidores de "Terra Nostra":



(...) Débora ainda não sabe se sua personagem vai mesmo morrer após dar à luz o tão sonhado filho de Gumercindo, mas diz que adoraria se o final fosse esse:
- Acho a cara da Maria do Socorro morrer de amor. (...)


Maria do Socorro com Gumercindinho:



(...) Nesta fase em que vive no melhor dos mundos possíveis, a atriz decidiu cuidar de si. Contratou um personal trainer (ou personal killer, como costuma dizer em tom de galhofa, dando a entender que é pouco afeita aos exercícios físicos) e está disposta a emagrecer oito quilos. Para isso, vem tentando resistir aos prazeres da boa mesa.
- Andei um tempo relaxada, meti o pé na jaca. Mas agora resolvi me tratar com mais carinho - confessa a intérprete desta já inesquecível Maria do Socorro. »

- FIM -

Jornal: O Globo
Data de Publicação: 06.02.2000
Autor/Repórter:
Lílian Fernandes
Fonte: Site TV Pesquisa

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Os Olhos de Maria do Socorro


« MAR CALMO, CÉU DE BRIGADEIRO

A felicidade está estampada no rosto de Débora Duarte. Não, não aconteceu nada de extraordinário. Simplesmente as coisas estão correndo bem, a começar pelo trabalho em ‘‘Terra nostra’’, em que ela vive a dócil Maria do Socorro.
- A novela veio numa fase serena, de mais maturidade minha, me pegou num momento muito bom. Está tudo bem: minhas filhas (as atrizes Paloma e Daniela Duarte) estão ótimas, minhas netas são lindas (Maria Luiza e Ana Clara, filhas de Paloma) e a Maria do Socorro vem me dando muito retorno. E, se o meu trabalho é bom para as pessoas, isso faz com que eu me sinta útil e dá sentido à minha vida - diz Débora.
O retorno a que ela se refere vem de várias frentes: telespectadores, em particular mulheres, a interpelam para dizer que se identificam com Maria do Socorro, a classe artística é unânime em lhe dar os parabéns pela atuação e a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) brindou-a com o prêmio de melhor atriz de 99.
Desde o início da novela, chama a atenção a força do olhar da personagem de Débora, uma mulher que pouco fala, mas deixa transparecer no semblante tudo o que pensa. A atriz prefere não entrar em detalhes a respeito da composição de Maria do Socorro, mas deixa escapar que o que vê no vídeo foi em grande parte resultado de um processo intuitivo.
- Em televisão, não dá para pensar muito. Você tem é que entender muito bem o personagem. Esta característica veio da própria Maria do Socorro: uma pessoa assim acaba exteriorizando os sentimentos de alguma forma e, no caso dela, tudo vaza no olhar - diz Débora.
A atriz não se lembra de ter interpretado outra mulher tão submissa quanto a que vive em ‘‘Terra nostra’’. No máximo, encontra alguma semelhança entre ela e a Angelina da minissérie ‘‘Anarquistas graças a Deus’’, mas logo frisa que esta se resume ao amor que ambas dedicam à família. Débora garante, aliás, que viver uma personagem diferente das que já tinha feito não foi um fator determinante para que aceitasse integrar o elenco da novela. Talvez por esse motivo ela encare com naturalidade a nova fase de Maria do Socorro, que vem se tornando cada vez mais ativa:
- Aceitei fazer ‘‘Terra nostra’’ porque esta era uma grande personagem, independentemente dessa característica. Mas acho que foi a própria vida que fez a Maria do Socorro mudar: o mundo foi mudando, as filhas crescendo, os italianos chegaram à fazenda e ela foi tendo contato com mais informações. » [continua...]

Jornal: O Globo
Data de Publicação: 06.02.2000
Autor/Repórter: Lílian Fernandes

Fonte: Site TV Pesquisa


Mais alguns olhares de Maria do Socorro...








Um olhar que prende e encanta, cuja extraordinária força e beleza muito contribuíram, concerteza, para o fascínio desta inesquecível personagem de Débora!

sábado, 20 de dezembro de 2008

A Grande Família

Marisa Sanches é a mãe, grande atriz, uma das pioneiras da Televisão e da teledramaturgia brasileiras, nascida a 8 de Abril de 1924, em Caconde, São Paulo, e falecida em 2002. Além de atriz, foi cantora, locutora, apresentadora. Morou nos EUA, onde participou da N.B.C., emissora de Nova Iorque, e onde conheceu o pai biológico de Débora, o músico Douglas Duke. De regresso ao Brasil, foi contratada pela TV Tupi, onde realizou inúmeros trabalhos marcantes ao longo das décadas de 50, 60 e 70. Casou com Lima Duarte quando Débora tinha um ano e oito meses de vida e teve com ele mais uma filha, Mônica.
Curiosamente, Débora diz que, em casa, apesar de serem todos artistas, nunca se falava de trabalho!


Débora e Marisa, em 1975, poucos dias depois
do nascimento de Daniela, a primeira filha e neta


Lima Duarte (Ariclenes Venâncio Martins) é o pai, lenda viva da teledramaturgia brasileira, nascido a 29 de Março de 1930, em Sacramento, Minas Gerais. Considerado um dos maiores atores do Brasil, consagrou-se também como diretor, tendo feito ainda trabalhos de dublador. A história da sua carreira confunde-se com a história da Televisão e da teledramaturgia brasileiras. Casou com Marisa Sanches em 1951, tornando-se o pai de Débora. Com ele, Débora diz que aprendeu uma certa maneira de olhar o mundo, essencial ao ofício de ator.
Felizmente, ambos contracenaram algumas vezes: em "Gutierritos, o Drama dos Humildes" (1964), "O Décimo Mandamento" (1968), "As Bruxas" (1970), "Pecado Capital" (1975) e "Porto dos Milagres" (2001). Tiveram ambos ainda participações especiais em "Partido Alto" (1984). Débora foi ainda dirigida pelo pai em "Beto Rockfeller" (1968).


Débora e Lima, nos anos 70


Daniela Gracindo (Daniela Sanches Duke Gracindo) é a filha mais velha, nascida a 1 de Junho de 1975. Filha de Débora com o ator Gracindo Júnior, Daniela herdou a vocação artística: atriz formada, é também diretora, produtora e roteirista. Tem percorrido todos os veículos: Televisão, Teatro e Cinema. Mais recentemente, produziu um documentário sobre o seu avô paterno, outro grande ator, Paulo Gracindo, intitulado "Paulo Gracindo - O Bem-Amado".
Débora e Daniela estiveram juntas em "Grande Pai" (1991) e na peça teatral "Com a Pulga Atrás da Orelha" (2003).


Débora com Daniela bebé


Paloma Duarte (Paloma Marcos Sanches Silva) é a filha mais nova, nascida a 21 de Maio de 1977. Fruto do casamento de Débora com o cantor Antônio Marcos, Paloma consagrou-se, já, como uma das grandes atrizes da sua geração. São filhas dela as duas netas de Débora, Maria Luísa e Ana Clara.
Débora e Paloma estiveram juntas em "Grande Pai" (1991), "Hilda Furacão" (1998), "Terra Nostra" (1999) e "Porto dos Milagres" (2001), sendo que em "Terra Nostra" tiveram os mesmos papéis da vida real, como as inesquecíveis Maria do Socorro e Angélica.


Débora com Paloma em criança


As duas filhas, Daniela e Paloma, são, sem dúvida, o grande amor e o grande orgulho de Débora, que se diz "uma mãe babada"...


Daniela, Débora e Paloma, no início dos anos 80







Débora com Daniela e Débora com Paloma, nos anos 90



Daniela, Débora e Paloma, na festa de aniversário de Débora em 2003



Daniela, Débora e Paloma, na estreia da peça
"Ladrão Que Rouba Ladrão" (2004), estrelada por Débora



Paloma, Débora e Daniela

O grande sonho de Débora é reunir esta grande família em cima de um palco ou na telinha: os quatro, Débora, Lima, Daniela e Paloma!

É o sonho de todos nós também!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

De Lulu a Vilminha

Em 1975, Débora foi escalada para viver a personagem Lulu de "Roque Santeiro" ("A Saga de Roque Santeiro e a Incrível História da Viúva que Foi sem Nunca Ter Sido"), novela de Dias Gomes, com direção de Daniel Filho, na Rede Globo, que, então, comemorava dez anos de existência.

« DÉBORA BOTA A SUA JUVENTUDE PARA FORA

Poucas vezes Débora Duarte esteve tão satisfeita numa novela como está se sentindo em Roque Santeiro. E ela tem muitos motivos para isso: pela primeira vez vai trabalhar ao lado de seu pai, Lima Duarte; também pela primeira vez vai fazer uma novela das 20 horas*: é o que ela acha mais importante - interpretando um personagem de grande identificação com muita gente.
"Lulu é uma menina de interior, que admira os artistas e sonha trabalhar em televisão. Não é ingênua como a Dora do Espigão. É uma jovem esperta, viva, que quer se expandir, botar sua juventude pra fora. Eu a chamo de Lulu-uau, porque é muito deslumbrada. Quer viver uma vida de sonho, que imagina ser a dos artistas que admira. Essa garota sonhadora tem muito de Débora aos 12-13 anos".
E para se aproximar de Lulu, ela voltou no tempo. ''Revivi minhas emoções da adolescência. Quando ainda garota, entre 12 e 13 anos, eu vivi esse tipo de emoção. Tinha muitos dos sonhos e das vontades que a Lulu tem. O que a Débora não tem da Lulu é a ligação com milagreiros. Lulu é considerada uma santa por ter recebido uma graça de Roque Santeiro. Em criança, ela tinha um problema nas pernas, e a cura é atribuída a um milagre do Roque, que numa visão lhe teria dito como proceder para ficar curada. Testemunha viva deste milagre, ela é tida corno santa pelos habitantes de Asa Branca e até por seu marido, Zé das Medalhas (Emiliano Queiroz), que a mantém isolada em casa."
Embora o relacionamento de Débora com seu pai, Lima Duarte, seja o melhor possível, o fato de estar trabalhando com ele a deixa um pouco inibida. ''É a primeira novela que fazemos juntos. E meu pai é meu crítico mais severo e impiedoso. Se acha que a minha atuação em determinada cena foi ruim, ele diz mesmo. E até bom, porque me ajuda a melhorar."
Débora diz que Lima não queria que ela seguisse a carreira artística. "Embora tanto ele quanto minha mãe (Marisa Sanchez) já fossem atores, fui fazer televisão à revelia dos dois. Lima considerava a profissão de ator como uma não-profissão, um trabalho marginalizado. Queria uma verdadeira profissão para mim. E de maneira geral, o ator no Brasil é realmente meio marginal, embora hoje menos do que antes. É agora o que se pode chamar de um marginal muito bem pago. O que lhe confere certo ar respeitável."
Fazendo televisão desde os cinco anos, Débora já trabalhou também bastante em teatro, mas tem a TV como o melhor veículo para seu trabalho. ''Nasci em 1950, quando se implantava a televisão no Brasil. Não só eu como toda a minha geração, é um produto da televisão, formado segundo os estímulos que ela, dá. A televisão é corrente com o tempo em que estou vivendo com o qual me identifico. É um tempo sem tempo, um massacre de informações, de estímulos, em que a televisão tem grande destaque''. »


Revista: Amiga TV

Data de Publicação: 27.08.1975
Fonte: Site TV Pesquisa


* Foi, efetivamente, a primeira vez que Débora fez uma novela das 20 horas na Rede Globo, mas não na sua carreira: na Rede Tupi, ela já havia feito ("Beto Rockfeller", de 1968, por exemplo).


Curiosamente, a data de publicação desta deliciosa matéria coincidiu com a data em que "Roque Santeiro" estrearia, no horário nobre da Globo: 27 de Agosto de 1975.
Porém, nessa mesma noite, pouco antes de a novela ir ao ar, foi lido, no Jornal Nacional, o comunicado da Censura Federal que vinha proibir a sua transmissão, alegando que "a novela contém ofensa à moral, à ordem pública e aos bons costumes, bem como achincalhe à Igreja".

Com quase trinta capítulos gravados e dez editados, a novela, que seria a primeira colorida do horário nobre, ficou suspensa, nunca chegando, pois, a ser exibida!
Esses capítulos encontram-se, hoje, nos arquivos do CEDOC.

Na verdade, Dias Gomes escreveu "A Saga de Roque Santeiro..." como uma adaptação subtil para televisão da sua peça teatral "O Berço do Herói", escrita em 1963, e que fora interdita pela Censura do Governo Militar em 1965.
Através de uma escuta telefónica de uma conversa entre Dias Gomes e o seu amigo Nelson Werneck Sodré, em que aquele confessava o seu propósito, a Censura acabou por descobrir tudo e interveio bem em cima da hora!

A fim de fazer à face a esta situação inesperada, a Rede Globo lançou uma reprise compacta de "Selva de Pedra" para preencher o horário e encomendou, em velocidade de relâmpago, uma novela substituta a Janete Clair, que, em tempo recorde, escreveu aquela que viria a tornar-se um dos grandes sucessos de sempre da teledramaturgia: "Pecado Capital".

Por motivos práticos, houve a preocupação de se usar, na nova novela, o mesmo elenco que já estava escalado para "Roque Santeiro"!

E foi assim que Débora abandonou abruptamente a sua Lulu para se transformar na antológica e inesquecível Vilminha Lisboa...



Vilminha


Vilminha com o Dr. Percival (Milton Gonçalves), seu psicólogo


Vilminha e Nélio (Dennis Carvalho), com quem ela se casa


Vilminha no meio dos seus irmãos: Vicente (Luiz Armando Queiroz),
Vitória (Theresa Amayo), Vinicius (Marco Nanini),
Válter (João Carlos Barroso) e Virgílio (Lauro Góes)


"Pecado Capital" foi ao ar a 24 de Novembro de 1975, mantendo-se até 5 de Junho de 1976, sob a direção de Daniel Filho e Jardel Mello.
Filha do viúvo milionário Salviano Lisboa (interpretado por Lima Duarte), Vilminha, que sofre de um trauma de infância, vê os seus problemas psicológicos agravados com a entrada de Lucinha (Betty Faria) na vida do seu pai, relacionamento que não aprova.



Débora gravando "Pecado Capital"

Débora e Lima Duarte viveram, assim, pela segunda vez, os papéis de pai e filha na ficção.
A primeira vez que isso aconteceu foi em "O Décimo Mandamento", novela de Benedito Ruy Barbosa, com direção de Antônio Abujamra, produzida pela Rede Tupi e exibida, no horário das 19 horas, de Janeiro a Março de 1968. Débora era, então, Mariana, e Lima Duarte, Salvador.

Quanto a "Roque Santeiro", viria a ser, finalmente, produzida, do princípio ao fim, dez anos depois do episódio da censura, em 1985, já em clima de liberalização política.
Lima Duarte, curiosamente, manteve-se no mesmo papel que tivera em mãos na primeira versão, de 1975: o também antológico Sinhôzinho Malta. Já a Lulu de Débora foi entregue, na versão de 1985, à atriz Cássia Kiss.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Do Palco para a Telinha (1972)

Em 1972, com 22 anos, seis anos após ter-se estreado no Teatro, Débora estava a protagonizar a peça "Dom Chicote Mula Manca e seu Fiel Companheiro Zé Chupança", da autoria do dramaturgo paulista Oscar von Pfuhl e com direção de Paulo Lara.

Trata-se de uma epopeia imaginária do mundo infantil, claramente inspirada no clássico de Miguel Cervantes, que narra as aventuras do cavaleiro Dom Chicote (Débora) e do menino pastor Zé Chupança, apresentando como tema central do enredo a busca da verdade e da justiça por parte dos dois heróis.

No reino de um país pobre, Dom Chicote e Zé Chupança são enviados para longe pelo Rei, com o pretexto de irem à procura das ovelhas desaparecidas de Zé Chupança, sendo esse o ponto de partida de uma jornada por um mundo de bruxas, duendes, fiandeiras, espantalhos, gigantes, centauros e soldados e também do nascimento de uma grande amizade entre ambos.

Nesta surpreendente fotografia da época, vemos Débora em cena com Lucélia Santos, a qual interpretava um duende na peça, naquela que foi a sua estreia teatral.

O curioso é que, no mesmo ano, 1972, Débora é chamada para estrelar a nova novela da Rede Globo, "Bicho do Mato", tendo, assim, de abandonar o seu papel em "Dom Chicote", o qual viria a ser assumido justamente por Lucélia Santos.

"Bicho do Mato", novela de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro, com direção de Moacyr Deriquém, teve a sua estreia na TV Globo de Recife, a 24 de Abril de 1972, batendo todos os recordes de audiência até então. A 3 de Maio de 1972, passou a ser transmitida nos restantes estados, mantendo-se no ar até 17 de Novembro do mesmo ano, no horário das 18 horas.


Nesta fotografia, vemos Rute e Juba, personagens principais de "Bicho do Mato", interpretadas por Débora e Osmar Prado.

A novela, ambientada no interior do estado de Mato Grosso, contava a história de um caipira bem simplório, Juba, que jura vingar-se dos assassinos do seu pai, contando, para isso, com a ajuda do índio Irú (José de Arimatéia).
Entretanto, porém, Juba acaba por se apaixonar por Rute, uma bela jovem da cidade grande, e, portanto, pertencente a um mundo totalmente oposto ao seu, tendo de atravessar, pois, diversas dificuldades em busca do seu amor...

sábado, 29 de novembro de 2008

Momento de Poesia


Quisera que meu cansaço não perturbasse o silêncio deste mundo
que não acordasse as rosas sonadas e me deixasse ouvir o
prelúdio que toca o orvalho tangendo pétalas dormidas...
quisera ser pura para ser rosa e estar desperta
quem sabe assim eu pudesse encontrar-te imóvel
à minha espera?
E se não viesses, que eu ficasse eternamente terra para
que me sentisse capaz de gerar-te um dia!
Ai! que meu sonho não grite tão alto e não deixe secar a terra
onde virias como minha invenção...
uma planta nunca tocada... nunca vista... de fortes raízes em mim!


Amigo que chega cansado de andar,
Eu estou cansada de não partir
Me dá um abraço?


POEMAS DE DÉBORA DUARTE

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A Grande Entrevista

No dia 4 de Agosto de 2008, uma segunda-feira, pelas 21 horas, no Rio de Janeiro, aconteceu algo que quem viu e ouviu jamais irá esquecer: a grande entrevista a Débora Duarte, no âmbito do "Projeto: Cenas de um Ator", promovido pelo Instituto Montenegro e Raman de Teatro.

Quase uma hora e meia fascinante, em que Débora literalmente nos prende com a sua naturalidade, a sua espontaneidade, a sua franqueza desarmante e adorável, o seu carisma, a sua graça, a sua doçura, o seu brilho e tantas histórias da sua história!...
Débora não prende só, ela entra por nós adentro, ou somos nós que entramos por ela adentro, seduzidos, iluminados!

É essa a sensação que deixa esta entrevista, muito bem conduzida pelo ator Thiago Mendonça.

Débora fala de vários dos seus trabalhos, quer na TV, quer no Teatro, quer no Cinema, bem como do seu processo de criação enquantro atriz (uma riqueza de aula!) e de muito, muito mais...

Um dos pontos altíssimos da noite é quando Débora, dando, num repente, lugar à atriz, se levanta para dizer o poema que ela escreveu enquanto estava grávida da sua primeira filha, Daniela, "Fico te olhando" (já aqui publicado, no passado dia 15 de Outubro).
Uma onda de electricidade percorre a sala durante alguns segundos: Débora, com sua Arte dobrada (enquanto Poetisa e enquanto Atriz) transporta-nos, então, para um outro patamar e emociona-nos e encanta-nos como só um grande e genial Artista o pode fazer!

Imperdível!

A entrevista felizmente foi registada e pode ser visualizada no site do Instituto Montenegro e Raman, AQUI.


Eis, agora, alguns momentos do pós-entrevista:

Thiago Mendonça, Nilson Raman, Cristiana Oliveira, Marcos Montenegro e Débora

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Uma Parceria Maravilhosa

Mais uma grande parceria de Débora que se repetiu na sua carreira:
A parceria com Antônio Fagundes!


NA DÉCADA DE 80, Débora e Fagundes protagonizaram a novela "Corpo a Corpo", de Gilberto Braga, com direção de Denis Carvalho e Jayme Monjardim, produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 20 horas, de 26 de Novembro de 1984 a 21 de Junho de 1985.


Casados, e ambos engenheiros, Eloá (Débora) e Osmar (Fagundes), apesar de apaixonados um pelo outro, desencontram-se por causa da ambição profissional de Eloá e sua efetiva ascensão, para a qual, aliás, ela não mede meios.
Neste sentido, Eloá chega mesmo a fazer o célebre pacto com o suposto Diabo interpretado por Flávio Galvão - pacto esse que rendeu à trama alguns dos momentos antológicos da história da teledramaturgia brasileira.

A crise no casamento de Eloá e Osmar agrava-se quando Tereza, personagem de Glória Menezes, reaparece nas suas vidas para se vingar do homem que amara no passado e que a trocara por outra, Eloá.

No final, porém, Eloá e Osmar, rendem-se ao seu grande amor, superando todas as dificuldades e divergências que os desuniram ao longo da história, reconciliando-se numa cena linda e emocionante, magistralmente vivida por Débora e Fagundes!




QUINZE ANOS DEPOIS!...
Débora e Fagundes voltam a estrelar uma novela das 20 horas da Rede Globo, "Terra Nostra", de Benedito Ruy Barbosa, com direção de Jayme Monjardim e Carlos Magalhães, exibida entre 20 de Setembro de 1999 e 3 de Junho de 2000.


Maria do Socorro
(Débora) e Gumercindo (Fagundes) são casados, pais de Angélica (Paloma Duarte) e Rosana (Carolina Kasting), e vivem na Fazenda Esperança, no Estado de São Paulo. No início da trama, Maria do Socorro vive atormentada pela traição do marido com a ex-escrava Naná (Adriana Lessa).
Movido pelo desejo de ter um "filho homem", e uma vez que a sua esposa só lhe dera filhas, Gumercindo aliciara Naná, ainda no tempo da escravatura. Na noite da libertação dos escravos, ao som dos batuques e da euforia, Naná, já grávida de Gumercindo, promete a Maria do Socorro, em tom de provocação, enviar-lhe a criança caso nasça mesmo um menino. A cena é muito forte e Maria do Socorro revela, aí, a profundidade da ferida causada pela traição do marido que ela tanto ama.

Passam-se anos, mas Maria do Socorro não esquece a traição, fechando-se para o marido, apesar do seu amor. Gumercindo, por sua vez, torna-se cada vez mais frio com ela. Até que um dia tudo muda... Na festa de despedida dos italianos Leonora (Lu Grimaldi) e Bartolo (Antônio Calloni), na fazenda, Maria do Socorro e Gumercindo dançam a tarantella! O momento é mágico. Gumercindo volta a encantar-se por Maria do Socorro e, subitamente, o amor renasce, mais forte, pleno e belo do que nunca. O resultado é uma terceira gravidez de Maria do Socorro, que acaba por ter o "filho homem" tão desejado por Gumercindo.

Daí ao fim da trama, são muitas as cenas inesquecíveis e deliciosas desta dupla romântica, com Gumercindo expressando o seu amor e Maria do Socorro espantando-se com ele: quando ele a leva para morar em São Paulo, quando ele teme pela morte dela após o difícil parto (magnífica cena de Débora!), quando Naná reaparece nas suas vidas com o filho de Gumercindo...


A evolução da personagem Maria do Socorro ao longo da trama é absolutamente fascinante e muito influenciada, claro, pelo amor de Gumercindo: da mulher amargurada e mesmo submissa do início da novela até à mulher forte, bela, segura, companheira e conselheira do final, na grandiosa interpretação de Débora!




Duas histórias de amor belíssimas, dois tremendos atores, em duas grandes novelas.
Uma parceria maravilhosa que seria bom voltar a ver na telinha!

Débora viveu, nestes dois trabalhos, duas personagens verdadeiramente marcantes na sua carreira, que lhe valeram, aliás, os Troféus da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) para Melhor Atriz nos anos de 1985 (com Eloá) e 2000 (com Maria do Socorro).




Débora na gala da entrega
do Troféu de Melhor Atriz
da APCA, em 2000.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Viajando no Tempo... de 2008 a 1973!

Florinda e Waldete, em "Três Irmãs", começaram no confronto e agora, resolvido o triângulo amoroso com Pacífico (Roberto Bonfim), estão a tornar-se amigas...


Mas não é a primeira vez que as Duarte contracenam na telinha!

Viajamos no tempo e encontramos as duas estrelas, há trinta e cinco anos atrás, como Marisa (Débora) e Cecília (Regina), as rivais de "Carinhoso", novela de Lauro César Muniz, com direção de Walter Campos, transmitida pela Rede Globo entre 4 de Julho de 1973 e 22 de Janeiro de 1974.

Eis uma capa da época: "Regina e Débora: carinhosamente inimigas"



Mais uma fotografia da época:



Marisa e Cecília lutavam, então, pelo mesmo homem, Eduardo (Marcos Paulo).
Débora fez um tremendo sucesso com a sua Marisa, que era uma personagem forte, antagonista da "mocinha" de Regina.

Eis um momento de uma cena entre Eduardo (Marcos Paulo) e Marisa (Débora):


sábado, 8 de novembro de 2008

Florinda!

Florinda, a nova personagem de Débora na novela "Três Irmãs", da Globo, ilumina a telinha de cada vez que aparece!

Seja nos confrontos deliciosos com Waldete (Regina Duarte), seja no seu desespero com o assédio de Chuchu (Otávio Augusto), seja nos momentos em que revela a sua paixão por Pacífico (Roberto Bonfim), seja quando desabafa com sua filha Liginha (Malu Galli)... em todas as cenas, podemos sentir a graça e a fibra de Florinda, mas também a sua emoção, a sua profundidade...





Débora encantando, uma vez mais, com o seu gênio, a sua versatilidade, a sua inteligência artística, a sua Arte!

Florinda é absolutamente adorável.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

No Túnel do Tempo... 1994!

Débora na vinheta de fim de ano da Rede Globo, de 1994/1995, no meio do seu pai, Lima Duarte, e da sua filha mais nova, Paloma: que delícia!

Aos 23 segundos:


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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A Arte de Débora Duarte

Além de ser a mais fascinante atriz do mundo, Débora é uma poetisa arrebatadora!
Eis um poema escrito por Débora durante a sua primeira gravidez, para Daniela:
Fico te olhando
Entre espanto e medo
Me irrito e enterneço ante tua dependência passiva
Você que ainda não me olha
Já grita na minha barriga, me transforma
E observo no meu corpo
Me pergunto se já reclamas mais espaço
No meu pescoço um laço
Não quero te tratar como um prêmio
Nem te oferecer em sacrifício
Nem te fazer produto de um vício de amor
Quando mais te pressinto é na insônia, na taquicardia
Quase te ouço respirar
Transpiro, louca tento te adivinhar
Pulsas no meu sangue como um peixe pula no mar
Te desejo
Tenho medo do poder de te matar
Teu grito acorda as noites que se embaralham nos nós das redes
Puxo feroz contra as marés
A ver se agarro duas estrelas
Te ofereço... Te enfeito os pés