
Compro, vendo e troco
espaço, espelho
mascote, estrada
meta, atalhos
isca, abrigo
chance, aliança
tempero, colinho
e cumplicidade na embalagem (zerinho)
ainda oferta especial de lançamento com garantia.
Um pouco do universo de uma Atriz fascinante.

Débora Duarte, no final da apresentação especial do dia 9 de novembro de 2009, agradecendo os aplausos efusivos de uma platéia plena de risos, lágrimas e estremecimentos!

Débora Duarte e Otávio Muller, que assina a direção da peça.

No camarim, após a apresentação especial do dia 9 de novembro de 2009: Carolina Floare, Débora Duarte, Daniela Gracindo (filha de Débora) e Márcia Cerqueira.
Débora em cena com Tonico Pereira, na peça "A Ratoeira", de Agatha Christie, dirigida por João Fonseca, em 2007.
Débora interpretou com maestria a Senhora Boyle.
Aqui, dois anos antes, em 2005, Débora estrelava, ao lado de Caio Blat e Taís Araújo (na foto), a peça "Liberdade para as Borboletas", de Leonard Gersche. Gracindo Jr. assinou a direção e Débora deu vida à Senhora Gasparini.
Recuamos mais três anos e encontramos Débora, em 2002, protagonizando, ao lado de Luiz Guilherme (na foto), a hilariante peça "Ladrão Que Rouba Ladrão", de Ray Cooney, com direção de Cyrano Rosalém. Débora deu vida à personagem Joana.
Débora nos anos 80, em cena com Marcelo Ibrahim, na peça "Cozinhando Maçãs", de Ziraldo Alves Pinto!
E para terminar em grande esta pequena viagem pelo majestoso universo teatral de Débora Duarte, eis um raro recorte da revista Amiga, do ano de 1975, no qual se anuncia, com essa belíssima fotografia, a participação da atriz na peça "Transas na Noite", de Frank D. Gilroy, com direção de Antônio Pedro. Débora intepretou, nessa peça, a personagem Fran.
Ver matérias deste blog sobre outros
trabalhos teatrais de Débora Duarte clicando
AQUI
(clique nas imagens para ler)
Débora Duarte fala da sua experiência e relação pessoal e artística com a roupa e a moda ao longo das várias fases da sua vida e carreira. Um depoimento delicioso, publicado na revista Manequim, edição de Julho de 1990.

Dona de uma personalidade muito forte e difícil, Catucha, que, logo de caras, implica com o escultor, acaba por se descobrir, afinal, completamente apaixonada por ele. Torna-se sua marchand de arte e tudo faz pelo seu sucesso. Mas terá de enfrentar o amor deste por Vivian (Vera Fischer).
Fonte: Arquivo VEJA
"Transas da Noite", assim se chamava a peça que juntou Débora Duarte e Paulo César Peréio no palco do Teatro da Praia, do Rio de Janeiro, em 1975. Fonte: Arquivo VEJA

ria a primeira minissérie do currículo de Débora: "Parabéns Pra Você", com argumento de Bráulio Pedroso e colaboração de Geraldo Carneiro, e direção de Dennis Carvalho e Marcos Paulo. Treze capítulos, que teriam fim no dia 4 de Março do mesmo ano.Maria Rita Mendonça, a personagem central da trama, é uma jornalista de sucesso. Ela produz um programa de televisão, o qual serve de base ao argumento da minissérie, composto por um painel de histórias interligadas e que procuram retratar a sociedade através de depoimentos tanto fictícios como reais (por exemplo, de Gilberto Gil, Cacá Diegues, Marina Colossanti, Luiz Carlos Maciel, Éder Jofre). A personagem assume, assim, um papel de narradora também.
Inspirada pela crise de meia idade do marido, Mendonça (Daniel Filho), Maria Rita tratará, no seu programa, todos os aspectos desse tema.
Paralelamente, Maria Rita viverá um drama na sua vida pessoal, quer devido à paixão que lhe é declarada pelo amigo Zequinha (Antônio Pedro), quer pela traição do seu marido com uma mulher bastante mais nova, Irene (Fernanda Torres).
Uma interpretação absolutamente magistral de Débora Duarte, que pode ser apreciada em quatro cenas disponíveis neste blog, nas quais a atriz nos carrega, de uma forma quase mágica, com uma emoção e brilho poderosíssimos!
Uma obra teledramatúrgica de estrutura original e interessante, a que - à semelhança do que aconteceu com "Anarquistas Graças a Deus", lançada em DVD em 2008 - seria importante ter um acesso integral, sendo que só o fato de se registrar de forma completa a excelência das interpretações, nomeadamente a de Débora Duarte, já valeria, por si só, a pena!
Débora Duarte interpretou a protagonista da peça "Quem É Amélia?", uma comédia levada aos palcos em 1981, com direção de Antônio Pedro, adaptada pelo crítico teatral Armindo Blanco a partir de duas peças do dramaturgo madrileno Alfonso Paso, nomeadamente "Aurélia y Sus Hombres", de 1961, e "Las que Tienen que Servir", de 1962.
Em 1979, Débora Duarte é convidada a estrelar a nova novela da Rede Bandeirantes, que, depois de um interregno de nove anos no que respeita à produção de teledramaturgia, voltava em força, aproveitando também um certo declínio que se fazia sentir na Rede Tupi.Débora Duarte foi uma das estrelas consagradas convidadas pela Bandeirantes para a sua nova novela, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro, Nathália Timberg, Irene Ravache, Luiz Gustavo, David Cardoso, Rolando Boldrin, Fúlvio Stefanini, Márcia de Windsor, Wanda Kosmo, Roberto Pirillo, Carmem Silva, entre outros.
Interessante notar que a novela contou ainda com a participação de Antônio Marcos e do seu irmão, o também compositor e cantor Mário Marcos, que deram vida, respectivamente, a Nando e Tico.
Regina e Tonho, personagens de Débora Duarte e David Cardoso em "Cara a Cara".

A capa do disco da trilha sonora de "Cara a Cara", ilustrada com fotos de Antônio Marcos, Débora Duarte e Maria Martha, os intérpretes dos temas musicais.
Eu vos convoco, monstros adormecidos,
E também os congelados,
Duendes, mudos e mutilados,
Esqueletos dos túmulos não selados,
Pro meu circo, pro meu grito
Pros meus fados
POEMAS DE DÉBORA DUARTE
"Pontal da Solidão", produzido, no Brasil, em 1974, foi o segundo trabalho de Débora Duarte no cinema, depois da sua estréia cinematográfica em França, quatro anos antes, como protagonista do filme "Céleste".
Com roteiro de Alberto Ruschel e Lima Barreto e direção de Alberto Ruschel, o filme de 88 minutos tem no seu elenco, além de Débora Duarte e do próprio Alberto Ruschel, ainda: Ricardo Hoepper, Beto Ruschel e Ondina Moura.
Tal como "Céleste", "Pontal da Solidão" é um filme extremamente raro, valendo, por isso, o testemunho deixado por este artigo que aqui se reproduz e que foi originalmente publicado em 1979, n' O Estado de São Paulo:
O Estado de S. Paulo, 14.10.1979
No dia 4 de Agosto de 2003, Hebe Camargo teve uma convidada muito especial no seu Programa da Hebe, do SBT... Débora Duarte!
Hebe e seus convidados (da esquerda para a direita): Fábio Jr., Débora Duarte, Paulo Autran, Adriane Galisteu, Diego e Luiza Possi.
Débora com Hebe e o saudoso ator Paulo Autran:
três figuras grandiosas e históricas da TV brasileira!

Hebe Camargo recebe Débora Duarte em sua casa, no bairro do Sumaré, em São Paulo, e as duas amigas jogam uma descontraída e divertida partida de sinuca.



O dia 4 de Novembro de 1968 é uma data histórica para a Televisão Brasileira: estreava, nesse dia, às 20 horas, na TV Tupi, "Beto Rockfeller", a novela que iria revolucionar completamente a teleledramaturgia, quer do ponto de vista da concepção e estrutura da história, quer do ponto de vista da direção e da interpretação, e que teria o seu último capítulo a ir ao ar no dia 30 de Novembro de 1969.
Débora Duarte e Luiz Gustavo, os protagonistas de "Beto Rockfeller".

Débora Duarte em "Beto Rockfeller".

Débora Duarte recebendo o Troféu Roquete Pinto, em 1969, pela sua interpretação em "Beto Rockfeller".

Nos seus agradecimentos, Débora revela a sua humildade, dizendo-se "uma atriz em formação", e agradece a seu pai, Lima Duarte, que a dirigiu na novela.

Linda e encantadora, a jovem e genial Débora!
SÃO PAULO, São Bernardo do Campo, 27 de Outubro de 1978.
Em tempos de regime militar no Brasil, Débora Duarte está presente no comício de lançamento da candidatura ao Senado de Fernando Henrique Cardoso, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o partido da oposição consentida, junto de outros artistas também apoiantes da frente, como o cantor e compositor Antônio Marcos, seu marido na época, que aparece atrás dela, e ainda as atrizes Bruna Lombardi (à esquerda) e Eva Wilma (à direita).
"Mil disfarces, loucuras, perseverança e jogo de interesses. Tudo isso para vencer as barreiras e conquistar o amor."
Martinha fica inconsolável, porém, quando fica a saber que o professor Nélson vai embora, pois não é efetivo no colégio...
... Até que ele muda de ideias e volta a procurá-la. Felizes e apaixonados, a aluna maluquinha e o professor sério ficam finalmente juntos, sem mais disfarces!
Estas imagens raras são retiradas de uma fotonovela de Janete Clair, chamada "Loucuras de Amor", protagonizada por Débora Duarte e Antônio Marcos. Foi publicada na revista "Sétimo Céu" n.º 245, no ano de 1976, e pode agora ser lida num dos sites DÉBORA DUARTE.
Uma verdadeira relíquia, mostrando mais uma deliciosa e carismática interpretação de Débora Duarte também no gênero da fotonovela!
Leia a fotonovela e veja mais imagens no site
DÉBORA DUARTE - Multiply
Débora com sua primogênita, Daniela, nascida em 1975 e filha de Gracindo Jr., hoje atriz, diretora e produtora.
Débora e suas lindas filhas, Paloma à esquerda e Daniela à direita.
Para ver a primeira matéria deste blog dedicada
à família de Débora Duarte, clique aqui.

"Bem, eu vou apresentar a mulher que eu amo... é tão difícil e é tão fácil... Eu aprendi uma coisa bonita na vida: primeiro, que a beleza é um movimento. Quem me ensinou isso foi Débora Duarte, a mulher que amo muito e que é responsável pelo passo bom que eu possa dar. Olha que responsabilidade que eu estou dando pra baixinha!"
"Hoje eu sou um homem feliz, junto com a pessoa que quero, junto com a família que gosto, junto com aquilo que preciso. Então, ela está aqui do meu lado, as minhas duas metades, as minhas duas partes, Débora Duarte, atriz, poetisa, companheira, baixinha como sempre, e um verdadeiro sabor..."
Antônio Marcos apresenta Débora Duarte no "Especial Antônio Marcos", para a Rádio América de São Paulo, em 1982.
... TONINHO POR DÉBORA ...
"Era uma vez... um homem
Que tentava cativar...
Atravessava o dia desvairado,
Louco entre as obrigações.
À noite, não:
Ele voava pro quarto,
Se estendia no chão,
Falava com seu gato,
Respirava sonhos,
Aspirava pólens...
Um dia, quase virou flor!
No entanto, ele sempre acordava
Antes que se desse o fim do sono,
Sempre suado, suando, lendo, recitando...
E dava pra dizer, dizer, dizer...
Falava sobre a tempestade
E a sua testa era salgada!
Não se acalmava nunca
E só se acalmaria docemente
Quando seu coração fizesse amor de corpo inteiro.
Era um homem que amava lento
E olhava nos olhos.
Depois, pra voltar a dormir,
Antes de chegar o fim do sono,
Ele abria a porta, a janela
E o peito ao vento.
Nada, nunca pedia!
Sendo, tudo teria!
Finalmente dormiria,
Que depois do fim se acorda,
Que o fim do sono
É bom dia!"
Débora Duarte (Poema Para Toniquinho,
recitado por Débora no "Especial Antônio Marcos",
para a Rádio América de São Paulo, em 1982)
ESCUTE AQUI ESTA PARTE DO PROGRAMA



Veja todas as fotos de Florinda no site
DÉBORA DUARTE - Multiply
Alice desabafa, então, a sua tristeza com o marido e pede-lhe que ele dedique mais tempo à família. Prata diz-lhe que o fará, chamando alguém para dividir a direção do hospital consigo. Alice não poderia, porém, imaginar o que isso significaria...

Estas belíssimas imagens fazem parte de uma fotonovela protagonizada por Débora Duarte e Francisco Cuoco, chamada "Andorinha de Asa Ferida" e publicada no número 50 da Revista "Cartaz", do dia 14 de Fevereiro de 1973.
Lindíssima, nos seus já veteranos 23 anos, Débora, uma vez mais, fascina com a extraordinária força interpretativa do seu olhar e gestos, de tal forma que, mesmo não havendo movimento nem som, podemos senti-los em toda a sua beleza...
... Só que na tal festinha, Marta é interceptada por um misterioso estranho, Beto (Francisco Cuoco), e aceita o convite deste para ir até sua casa...
... Marta e Beto conversam longamente, num encantamento mútuo cada vez maior, fazendo com que ela se esqueça do namorado que a esperava...
... E, juntos, vão desvendar os segredos de um passado que misteriosamente os une...
Partindo deste recorte de jornal da época, eis mais alguns belíssimos momentos da história deste apaixonante casal, vivido por Débora Duarte e Ney Latorraca, na minissérie "Anarquistas, Graças a Deus", produzida pela Rede Globo, exibida em 1984 e lançada em DVD em 2008:
Angelina e Ernesto quando se conheceram, já no Brasil: ele apaixona-se à primeira vista, enquanto ela declama para uma plateia sobre o sonho anarquista, numa das mais belas e artísticas cenas de toda a teledramaturgia.
Angelina e Ernesto, recém-casados, andando de bonde:
note-se a profunda cumplicidade e o amor pleno que o olhar de ambos denuncia.
Angelina e Ernesto também discutiam com Arte...
... e amavam-se com Arte!
Uma delícia!

Ernesto tentando consolar Angelina,
depois de ela encontrar o seu disco mais querido todo quebrado...
Pura emoção! Pura Arte.

Os projetos, as conversas do casal...
E o brilho de duas interpretações sensacionais, num dos encontros mais felizes da história da teledramaturgia brasileira!
(continua...)
MINISSÉRIE DISPONÍVEL EM DVD!
"ANARQUISTAS, GRAÇAS A DEUS"
IMPERDÍVEL!

Débora Duarte e Marco Nanini, no início dos anos 70.
Ambos integraram o elenco da novela "Carinhoso"
(Rede Globo, 1973/1974): ela como Marisa e ele como Faísca.
O encontro de Débora e Marco Nanini na TV repetir-se-ia em 1975, ainda na Rede Globo, com "Pecado Capital", em que os dois deram vida aos irmãos Vilminha e Vinicius (ver foto na matéria "De Lulu a Vilminha"), filhos de Salviano Lisboa (Lima Duarte).
Mas foi no teatro que esta parceria se tornou mais profunda e intensa, pois ambos estrelaram a peça "Doce Deleite", de Alcione Araújo, José Márcio Penido, Mauro Rasi e Vicente Pereira, com direção do primeiro.

Débora Duarte e Marco Nanini
em "Doce Deleite", no início dos anos 80.
Grande sucesso, "Doce Deleite" viajou por todo o Brasil e esteve em cartaz de 1981 a 1984, sendo que Débora sucedeu às atrizes Marília Pêra, Regina Casé e Bia Nunes na parceria com Marco Nanini.
Tratava-se de uma sequência de esquetes cômicos, os quais serviam de pretexto a uma série de composições de tipo por parte da dupla.

Na primeira fotografia, Débora Duarte com Carlos Augusto Strazzer,
Elaine Cristina e Glauce Graieb, e na segunda, Irene Ravache,
todos integrantes do elenco de "O Profeta".
O Profeta vem aí!
Às 20 horas do dia 24 de Outubro de 1977, estreava, na TV Tupi, o grande sucesso "O Profeta", novela de Ivani Ribeiro, com direção de Antonino Seabra e Álvaro Fugulin, a qual seria exibida até ao dia 29 de Abril de 1978.
A novela foi anunciada com pompa!
«
Com o objetivo de repetir o mesmo sucesso que fez "A Viagem", de Ivani Ribeiro, a Rede Tupi de São Paulo está preparando a todo o vapor sua próxima novela das 8 da noite, onde a famosa autora vai retratar um tema idêntico ao da sua obra anterior: os fenômenos do além.
(...)
Sem intenção de criar polêmica sobre o assunto, Ivani Ribeiro pretende mostrar ao público que o homem está cada vez mais afastado de Deus e, à medida que a tecnologia moderna avança, mais ele se sente só e inseguro. (...)
»
Débora Duarte no elenco: o regresso à Tupi!
A última novela que Débora havia feito na Rede Tupi era "Toninho on The Rocks", em 1970. Depois disso, passou pela Rede Record, onde fez, em 1971, "Editora Mayo, Bom Dia" e, logo em seguida, estrelou seis novelas seguidas na Rede Globo: "Bicho do Mato" (1972), "A Patota" (1972), "Carinhoso" (1973), "O Espigão" (1974), "Escalada" (1975) e "Pecado Capital" (1975).



Com Célia Biar, que interpretou Hermínia Vasconcelos Lima,
mãe de Eduardo (Marcos Paulo) e Humberto (Cláudio Marzo).

RECORTE DE REVISTA:
As rivais Marisa (Débora Duarte) e Cecília (Regina Duarte),
ambas apaixonadas pelo mesmo homem, Eduardo (Marcos Paulo).
Débora em plena cena com Marcos Paulo,
que deu vida a Eduardo, a grande paixão de Marisa.
Por ele, Marisa lutará até ao fim sem medir meios...
Débora e Marcos Paulo,
divertidos durante as gravações de "Carinhoso".

Quero um amor capaz de relaxar
uma estátua nos meus dedos.

Há qualquer coisa errada, entravada, com a tua semente
Ela recusa terra, não quer água
Só tropeça e rola entre soluços estéreis.

Eu queria tanto estar sem jeito
Mas tudo vai ser tão igual
Você insiste e eu me deito
Tudo mal, meu bem, mas tudo bem mal

Eu espero em paz a paz que eu poderei dar.
POEMAS DE DÉBORA DUARTE
« VITÓRIA FESTEJADA!

"A vida agitada que levam e os muitos compromissos faziam com que eles ficassem separados bastante tempo, sem trocar ao menos um olá. Mas, aqui, revelam como encontraram uma solução para acabar de vez com as saudades que sentiam."
"Na primeira chance que tiveram de se encontrar, os dois muniram-se de caneta, papel, gravador e mandaram brasa. Primeiro foi Jerry quem redigiu e gravou o que queria dizer a Débora. Depois foi a vez dela fazer o mesmo. Quando ambos terminaram, cada um guardou o bilhete e a fita que lhe cabiam e pronto, estava resolvido o problema."
...Foi assim que Débora, que acabara de fazer um enorme sucesso com a sua rebelde Lu da antológica novela "Beto Rockfeller" (Rede Tupi, 1968/1969), foi convidada a fazer testes para a produção franco-italiana "Céleste", acabando por ser a escolhida.
Depois de muito resistir em ir para França, Débora acabou por embarcar nas "aventures d'une bonne portugaise à Paris".
1970. Débora tinha, então, a sua estreia cinematográfica, aos 20 anos, como protagonista de um filme francês, com realização de Michel Gast. O elenco continha ainda estrelas da época como Jean Rocheford e Lea Massari.
Débora é Céleste, uma bela jovem portuguesa, idealista, corajosa e determinada, partidária do marxismo-leninismo, que chega a Paris fugindo da PIDE - a polícia política portuguesa. Para sobreviver, acaba por se empregar na casa do jornalista televisivo Georges Cazenave (Jean Rocheford), que rapidamente, e apesar de comprometido com Hélène (Lea Massari), se vai render aos encantos dela e apaixonar-se perdidamente... Ambos se entregam à paixão, mas as aventuras políticas acabarão por desviar os seus caminhos...

A capa do VHS do filme, hoje uma raridade de colecionador.
Débora fala um francês exímio no filme, havendo ainda momentos em que nos brinda com o seu idioma materno.
Débora incendeia a grande tela...
O seu sucesso foi tão estrondoso, a crítica francesa ao seu desempenho tão extraordinária, que fortes foram as insistências para que ficasse na França, com empresários franceses e tudo o que fosse preciso para o lançamento da sua muito promissora carreira internacional!
"Nunca desejei isso para mim". Débora voltou, com os seus veteranos 20 anos, para as telas e para os palcos do seu Brasil.
Ainda no mesmo ano, 1970, já estava estrelando a nova novela da Rede Tupi, "Toninho on The Rocks", como Anita, em parceria romântica com o seu futuro marido, Antônio Marcos, na pele de Toninho...
♦ Mais informações sobre o filme (ficha técnica, artística e sinopse) no site da Cinémathèque Française .
♦ O filme "Céleste" pode ser adquirido no site Price Minister .

Teresa Giácomo, na magistral interpretação de Débora.

Teresa (Débora Duarte) e Clara (Bianca Castanho) confrontando-se.

Teresa (Débora Duarte) acalmando a briga entre o seu filho Paulo (Gustavo Haddad) e o primo deste, Guilherme (Sidney Sampaio).
Mas nada melhor do que ouvir a própria Débora falando de Teresa!
Eis duas reportagens da época:
« DÉBORA DUARTE VOLTA À CENA DE CASA E VISUAL NOVOS
De bem com a vida e mais magra, graças a uma recente cirurgia de redução do estômago, a atriz será destaque na próxima novela do SBT.
Débora Duarte dispensa apresentações. De casa nova, dá vida à amarga Teresa, de Canavial de Paixões, novela prevista para estrear em Outubro no SBT. Apesar de a trama ainda não ter entrado no ar, a atriz já defende com unhas e dentes sua personagem. "Ela não é a vilã, não é má, é apenas infeliz", justifica a atriz, que não mudou só de canal: seu visual também está repaginado. Débora desfila pela tevê mais magra e feliz. "Estou vivendo uma fase maravilhosa. Sinto como se tivesse deixado de lado uma irmã chata que ficou no meio do caminho", diz a atriz, taxativa quando o assunto é dieta (ou operação), o verdadeiro motivo por ter emagrecido tanto. "Não me interessa ficar falando." Sabe-se que Débora se submeteu recentemente a uma cirurgia de redução de estômago.
Ela conta que sua personagem, a Teresa, será uma mulher determinada, romântica e um pouco triste. "Justamente por ser romântica e não ser tão bem-sucedida nesse sentido. Ela se torna descrente e amarga." Quanto à interpretação de um texto mexicano (adaptado para o público brasileiro por Ecila Pedroso), Débora é novamente incisiva. "Não tenho muito o que achar. Me chamaram para fazer essa novela, gosto do personagem, acredito que dá para fazer um belíssimo trabalho e vou fazê-lo com todo meu amor. Acho que o elenco é muito talentoso, que a novela é boa e deve ser feita sem pudor, pra valer."
Por conta das gravações, Débora teve de se mudar provisoriamente para São Paulo. Afirma estar adorando voltar à cidade onde foi criada. Confessa, no entanto, que tem saudade da sua casa no Rio e das sete cachorras. Pretende, nos fins de semana, dar um pulinho por lá, para "dar beijos em todo mundo e conferir se a casa não caiu".
Daniela e Paloma - Enquanto a mãe ganha destaque na trama do SBT, a filha Paloma Duarte continua esbanjando talento na concorrente, com Marina, em Mulheres Apaixonadas. Mas engana-se quem acredita que mãe e filha "trocam figurinhas" sobre trabalho. "Isso não acontece. Cada uma tem seu estilo, seu critério. A gente só se parabeniza, mas nunca interferimos na formação do trabalho da outra. Também, ela nunca precisou." Débora aproveita para explicar que a relação com Paloma é baseada em muita cumplicidade. "A gente se ama e compartilha a vida. Eu também tenho outra filha, a Daniela Duarte, que estrelou três peças de teatro, fez um filme que ganhou um prêmio em Gramado e produz peças. Eu e a Paloma compartilhamos com Daniela tudo o que ocorre, mas ela também não pede palpite, não." Sobre o namoro de Paloma com o cantor e compositor Oswaldo Montenegro, Débora garante que não se intromete também. "O namorado é dela e eu confio muito na minha filha." »
Jornal: O Estado de São Paulo
Data de Publicação: 21.09.2003
Autor: Fabiane Bernardi
Fonte: Site TV Pesquisa

David Grinberg, diretor de teledramaturgia do SBT, recebendo Débora, em Julho de 2003, na sua visita à sede da emissora, em São Paulo, na Anhangüera, durante as negociações para a sua entrada na nova novela, "Canavial de Paixões". Por essa altura, Débora estrelava, em São Paulo, a peça "Com a Pulga Atrás da Orelha", no Teatro Procópio Ferreira.

Momentos dos bastidores das primeiras gravações:
o texto e o diretor, Jacques Lagoa.

O sorriso e o brilho de Débora.

Débora com outros atores do elenco, nos bastidores das primeiras gravações.

Débora com os colegas Cláudia Ohana, Jandir Ferrari e Vítor Fasano.
«“TROCAR DE EMISSORA É NORMAL”
Uma das principais atrizes brasileiras e contratada da Rede Globo durante muitos anos, Débora Duarte será uma das protagonistas de Canavial de Paixões.
Ela viverá Teresa Giácomo, esposa de Victor Fasano. Débora falou a Gente sobre a carreira e a mudança de emissora.
- Como é ir para outra emissora?
- Não vejo problema em ir de uma emissora para outra. Acho perfeitamente normal e profissional. Recebi o convite no fimde julho, quando terminou meu contrato com a Globo. Aceitei, pois não tinha nada em vista lá.
- O SBT não tem tradição em telenovela.
- Por isso acho maravilhosa a disposição que a emissora está tendo com esta produção. Existe uma necessidade, uma urgência em abrir frentes de trabalho para os atores. Não se pode achar que trabalho bom em novela só pode ser na Globo.
- Sentiu diferença na interpretação de um texto mexicano, adaptado ao público brasileiro por Ecila Pedroso?
- Davi Grinberg (diretor-geral do núcleo de teledramaturgia) me chamou para fazer a novela, eu aceitei e vou fazer com muito amor. O elenco é muito bom, e acredito que poderemos fazer um belíssimo trabalho sem pudor.
- Como é a sua personagem?
- Farei a personagem central da novela, a matriarca da família dona da usina. Uma mulher forte, determinada e romântica, mas também muito amarga por não ter tido sucesso no amor. Será um papel intenso do começo ao fim da trama.
- Você se submeteu a uma cirurgia de redução de estômago, e esta será sua estréia com a nova forma física.
- Não quero falar sobre meu peso. Isso não faz diferença na interpretação. »
Revista: ISTO É - Gente
Data de Publicação: 09.10.2003
Autor: Mayra Stachuk
Fonte: Site TV Pesquisa

Dia 7 de Outubro de 2003, dia da apresentação da novela à imprensa. Débora e restante elenco são surpreendidos, ao chegarem à cidade cenográfica, com uma barraquinha de pastéis! Débora e Óscar Magrini, na foto, não perderam tempo e foram os primeiros a deliciarem-se...

Mais momentos de bastidores:
A maquiagem de Débora é retocada antes de ela entrar em cena.

La Duarte, com Jandir Ferrari.

Dia 13 de Outubro de 2003: Débora com Patrícia Novaes, Thierry Figueira e Óscar Magrini, na festa de lançamento da novela, no bar Mercearia São Roque, no Jockey Club.

A dupla personalidade de Teresa (Glória Menezes), a vilania de Lúcia (Joana Fomm), o mistério de Raul (Flávio Galvão) e o amor de Osmar (Antônio Fagundes).

Por fim, a polêmica social provocada pelo tema do racismo abordado na novela.
Te habito e escolho
Teu prazer me planta
Te amo como uma santa
Encravada no teu olho
Corta a foice, lâmina curva e muda dos teus lábios
Sangra o silêncio
Dormes...
Eu escrevo
Neste domingo, 4 de Janeiro de 2009, Débora, linda como sempre, festejou os seus 59 anos, completados no passado dia 2, com um jantar de amigos num restaurante do Leblon, na Cidade Maravilhosa.

A família Gattai, da esquerda para a direita: Angelina (Débora Duarte), Ernesto (Ney Latorraca), Tito (Afonso Nigro), Zélia (Daniele Rodrigues), Vera (Cristiane Rando), Vanda (Lilian Vizzachero), Nonno (Gianni Ratto) e Remo (Marcos Frota), com Maria Negra (Zenaide Pereira).
Angelina no início da história: o sonho anarquista
Na sua juventude, Débora pousou algumas vezes como modelo.
Eis algumas fotografias lindíssimas de mais algumas personagens de Débora, desta vez enquanto modelo:

Maria do Socorro e Gumercindo:
Maria do Socorro com Gumercindinho:
- FIM -
Jornal: O Globo
Data de Publicação: 06.02.2000
Autor/Repórter: Lílian Fernandes
Fonte: Site TV Pesquisa
« MAR CALMO, CÉU DE BRIGADEIRO
A felicidade está estampada no rosto de Débora Duarte. Não, não aconteceu nada de extraordinário. Simplesmente as coisas estão correndo bem, a começar pelo trabalho em ‘‘Terra nostra’’, em que ela vive a dócil Maria do Socorro.
- A novela veio numa fase serena, de mais maturidade minha, me pegou num momento muito bom. Está tudo bem: minhas filhas (as atrizes Paloma e Daniela Duarte) estão ótimas, minhas netas são lindas (Maria Luiza e Ana Clara, filhas de Paloma) e a Maria do Socorro vem me dando muito retorno. E, se o meu trabalho é bom para as pessoas, isso faz com que eu me sinta útil e dá sentido à minha vida - diz Débora.
O retorno a que ela se refere vem de várias frentes: telespectadores, em particular mulheres, a interpelam para dizer que se identificam com Maria do Socorro, a classe artística é unânime em lhe dar os parabéns pela atuação e a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) brindou-a com o prêmio de melhor atriz de 99.
Desde o início da novela, chama a atenção a força do olhar da personagem de Débora, uma mulher que pouco fala, mas deixa transparecer no semblante tudo o que pensa. A atriz prefere não entrar em detalhes a respeito da composição de Maria do Socorro, mas deixa escapar que o que vê no vídeo foi em grande parte resultado de um processo intuitivo.
- Em televisão, não dá para pensar muito. Você tem é que entender muito bem o personagem. Esta característica veio da própria Maria do Socorro: uma pessoa assim acaba exteriorizando os sentimentos de alguma forma e, no caso dela, tudo vaza no olhar - diz Débora.
A atriz não se lembra de ter interpretado outra mulher tão submissa quanto a que vive em ‘‘Terra nostra’’. No máximo, encontra alguma semelhança entre ela e a Angelina da minissérie ‘‘Anarquistas graças a Deus’’, mas logo frisa que esta se resume ao amor que ambas dedicam à família. Débora garante, aliás, que viver uma personagem diferente das que já tinha feito não foi um fator determinante para que aceitasse integrar o elenco da novela. Talvez por esse motivo ela encare com naturalidade a nova fase de Maria do Socorro, que vem se tornando cada vez mais ativa:
- Aceitei fazer ‘‘Terra nostra’’ porque esta era uma grande personagem, independentemente dessa característica. Mas acho que foi a própria vida que fez a Maria do Socorro mudar: o mundo foi mudando, as filhas crescendo, os italianos chegaram à fazenda e ela foi tendo contato com mais informações. » [continua...]
Jornal: O Globo
Data de Publicação: 06.02.2000
Autor/Repórter: Lílian Fernandes
Fonte: Site TV Pesquisa
Mais alguns olhares de Maria do Socorro...

Débora e Marisa, em 1975, poucos dias depois
do nascimento de Daniela, a primeira filha e neta

Daniela, Débora e Paloma, no início dos anos 80

Débora com Daniela e Débora com Paloma, nos anos 90
Daniela, Débora e Paloma, na festa de aniversário de Débora em 2003

Daniela, Débora e Paloma, na estreia da peça
"Ladrão Que Rouba Ladrão" (2004), estrelada por Débora
O grande sonho de Débora é reunir esta grande família em cima de um palco ou na telinha: os quatro, Débora, Lima, Daniela e Paloma!
Em 1975, Débora foi escalada para viver a personagem Lulu de "Roque Santeiro" ("A Saga de Roque Santeiro e a Incrível História da Viúva que Foi sem Nunca Ter Sido"), novela de Dias Gomes, com direção de Daniel Filho, na Rede Globo, que, então, comemorava dez anos de existência.
« DÉBORA BOTA A SUA JUVENTUDE PARA FORA
Revista: Amiga TV
Data de Publicação: 27.08.1975
Fonte: Site TV Pesquisa
* Foi, efetivamente, a primeira vez que Débora fez uma novela das 20 horas na Rede Globo, mas não na sua carreira: na Rede Tupi, ela já havia feito ("Beto Rockfeller", de 1968, por exemplo).

Vilminha com o Dr. Percival (Milton Gonçalves), seu psicólogo

Vilminha e Nélio (Dennis Carvalho), com quem ela se casa

Vilminha no meio dos seus irmãos: Vicente (Luiz Armando Queiroz),
Vitória (Theresa Amayo), Vinicius (Marco Nanini),
Válter (João Carlos Barroso) e Virgílio (Lauro Góes)
Nesta surpreendente fotografia da época, vemos Débora em cena com Lucélia Santos, a qual interpretava um duende na peça, naquela que foi a sua estreia teatral.
O curioso é que, no mesmo ano, 1972, Débora é chamada para estrelar a nova novela da Rede Globo, "Bicho do Mato", tendo, assim, de abandonar o seu papel em "Dom Chicote", o qual viria a ser assumido justamente por Lucélia Santos.
"Bicho do Mato", novela de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro, com direção de Moacyr Deriquém, teve a sua estreia na TV Globo de Recife, a 24 de Abril de 1972, batendo todos os recordes de audiência até então. A 3 de Maio de 1972, passou a ser transmitida nos restantes estados, mantendo-se no ar até 17 de Novembro do mesmo ano, no horário das 18 horas.


No dia 4 de Agosto de 2008, uma segunda-feira, pelas 21 horas, no Rio de Janeiro, aconteceu algo que quem viu e ouviu jamais irá esquecer: a grande entrevista a Débora Duarte, no âmbito do "Projeto: Cenas de um Ator", promovido pelo Instituto Montenegro e Raman de Teatro.

Débora fala de vários dos seus trabalhos, quer na TV, quer no Teatro, quer no Cinema, bem como do seu processo de criação enquantro atriz (uma riqueza de aula!) e de muito, muito mais...
Um dos pontos altíssimos da noite é quando Débora, dando, num repente, lugar à atriz, se levanta para dizer o poema que ela escreveu enquanto estava grávida da sua primeira filha, Daniela, "Fico te olhando" (já aqui publicado, no passado dia 15 de Outubro).
Uma onda de electricidade percorre a sala durante alguns segundos: Débora, com sua Arte dobrada (enquanto Poetisa e enquanto Atriz) transporta-nos, então, para um outro patamar e emociona-nos e encanta-nos como só um grande e genial Artista o pode fazer!

Imperdível!
A entrevista felizmente foi registada e pode ser visualizada no site do Instituto Montenegro e Raman, AQUI.
Eis, agora, alguns momentos do pós-entrevista:
Thiago Mendonça, Nilson Raman, Cristiana Oliveira, Marcos Montenegro e Débora


pelo outro, desencontram-se por causa da ambição profissional de Eloá e sua efetiva ascensão, para a qual, aliás, ela não mede meios.


Mas não é a primeira vez que as Duarte contracenam na telinha!
Viajamos no tempo e encontramos as duas estrelas, há trinta e cinco anos atrás, como Marisa (Débora) e Cecília (Regina), as rivais de "Carinhoso", novela de Lauro César Muniz, com direção de Walter Campos, transmitida pela Rede Globo entre 4 de Julho de 1973 e 22 de Janeiro de 1974.
Eis uma capa da época: "Regina e Débora: carinhosamente inimigas"
Mais uma fotografia da época:
Marisa e Cecília lutavam, então, pelo mesmo homem, Eduardo (Marcos Paulo).
Débora fez um tremendo sucesso com a sua Marisa, que era uma personagem forte, antagonista da "mocinha" de Regina.
Eis um momento de uma cena entre Eduardo (Marcos Paulo) e Marisa (Débora):




“Eu não me lembro por quê, até hoje: eu fecho o meu olho e vejo a Débora Duarte. Eu tinha 16 anos, e ela oito e já dava baile em mim como atriz. Se tiver que falar de alguém na televisão brasileira, eu me incluo: sou eu, que comecei com 16 anos, Eva Wilma e a Débora Duarte. Eu tiro o meu chapéu para a Débora Duarte e para a Eva Wilma. Para as outras eu posso tirar, mas estou à frente delas, honestamente, e com a maior cara-de-pau! Mas aquelas duas são danadas! Eu aprendi com a Débora com oito anos de idade, ela é um talento. (...)
Débora Duarte, para mim, é a melhor atriz da televisão brasileira.”
SUSANA VIEIRA (2001)
“Eu me lembro de Débora desde que estive em São Paulo por volta de 67 e vi o rosto dela na televisão. Tinha uma tal integridade e uma tal interação com as coisas que estava fazendo, que prendia. Isto, na televisão, é difícil. É comum perceber-se uma espécie de névoa no olhar do ator que está representando. Um tipo de cortina que dá a impressão de que ele está olhando, mas não está. Ele está se neutralizando dentro da sua memória para passar o seu texto e se livrar logo porque depois vai ter um outro texto. É um processo mais de memória do que, propriamente, de interpretação. No caso da Débora, não vi aquela névoa que sempre me incomodou muito. Essa inteligência de se colocar no trabalho foi o que me levou a seguir a Débora na televisão. Sempre que ela está no elenco, procuro vê-la porque ela é um elemento extremamente rico.”
FERNANDA MONTENEGRO (1979)
“É a segunda vez que fazemos um trabalho juntos e o prazer é sempre muito grande. Débora é uma excelente colega de trabalho, mas, acima de tudo, um ser humano extraordinário. Gentil, carinhosa, atenta, excelente companhia para as exaustivas horas de gravação.”
ANTÔNIO FAGUNDES (2000)
“Meu pai era muito emotivo e minha mãe é muito lúdica.”
“Trabalhar com a minha mãe é sempre um prazer. A minha troca com ela é instantânea. Me sinto segura, tenho confiança no que vai vir e isso facilita a cena.”
“Na frente da minha mãe, não tenho medo de errar.”
“Ela é uma das atrizes mais completas que eu já vi.”
“Lembro de mim, menina, e minha mãe colocando os discos (vinil) para eu ouvir. Era dos raros momentos que a profissão dela nos permitia estar em casa. Era a hora da brincadeira, da intimidade... ela prendia os cabelos, os dela e os meus, ligava a vitrola... - Filha, presta atenção nessa letra. Ficávamos por horas ouvindo, dançando, comentando, Chico, Caetano, Gil...”
“Uma atriz? Debora Duarte, meu maior referencial de liberdade cênica, de risco... O ator não pode ter medo do escuro, do abismo, do ridículo. Ela tem mestrado nessa queda livre!”
PALOMA DUARTE (1999 e 2009)
“Débora Duarte é uma das pessoas mais brilhantes que eu já conheci.”
“Vou mandar um recado para Débora através da revista: Débora, não quero te perder. Você é a coisa mais importante que aconteceu na minha vida. Uma mulher apaixonante. Mais do que especial. Mais do que tudo. Você, Débora, é melhor do que tudo. E olha que eu conheci o melhor. E você é melhor do que isso.”
“Por esse amor quase morro. (...) Débora foi o maior amor que tive na minha vida”
ANTÔNIO MARCOS
(1987, 1983 e 1981)