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domingo, 9 de junho de 2013

Relíquia dos Anos 80

Uma relíquia dos anos 80 foi publicada, estes dias, no canal da cantora Perla Paraguaia: um programa de Joaquim Silvestre todo em homenagem a Débora Duarte, com entrevista e muitas visitas surpresas de familiares, amigos e colegas, numa viagem por sua vida e carreira...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Adorável Desgraçada: Em Cartaz!


Com texto de Leilah Assumpção e direção de Otávio Muller, Débora Duarte está brilhando, perante o público e a crítica, na cena teatral carioca, com sua impressionante Guta, personagem do monólogo "Adorável Desgraçada" (Prêmio Melhor Autor APCA 1994), em cartaz no teatro do Centro Cultural Solar de Botafogo, Rio de Janeiro, numa primeira temporada até 20 de dezembro de 2009, retornando, depois, de 8 de janeiro a 7 de fevereiro de 2010.
Trata-se do primeiro monólogo da carreira de mais de 50 anos da veteraníssima Débora Duarte!



Guta é uma mulher que vive uma tremenda solidão, dentro das paredes mudas e surdas do seu apartamento, mas, acima de tudo, dentro das redes e amarras de si mesma, atormentada por um conflito interior profundo e obscuro, onde o seu ego, numa tortuosa viagem ao passado, procura desesperadamente (é essa a palavra!) justificar, perante si mesmo e perante o alter-ego personificado por Maribel, a amiga de infância, o porquê de não ter vivido o que não viveu, de não ter sido o que não foi...

Guta e Maribel, na verdade, simbolizam a contradição essencial e dolorida da condição humana, a eterna oscilação entre o medo e a ousadia, entre a dúvida e a confiança, entre a prisão e a liberdade, o ódio e o amor. Entre elas, pois, o pequeno passo que liga um lado ao outro da mesma alma... e a distância abissal entre quem deu o passo e quem não deu.

Débora intepreta magistralmente uma Guta em sangue, levada aos extremos da comédia e da tragédia, em espera de uma Maribel enorme e sempre presente. O final, em que Maribel, depois de sete anos, chega para visitar Guta, culmina o simbolismo da peça, com uma força que só uma atriz do tamanho e gênio de Débora Duarte poderia carregar e doar.



Um belíssimo e emocionante espetáculo, onde tudo, para além da espantosa interpretação da atriz, se revela irretocável. A direção de arte (cenário e figurino) coube a Bia Lessa e o projeto de luz é de Lauro Escorel.


Imperdível!




Débora Duarte, no final da apresentação especial do dia 9 de novembro de 2009, agradecendo os aplausos efusivos de uma platéia plena de risos, lágrimas e estremecimentos!




Débora Duarte e Otávio Muller, que assina a direção da peça.




No camarim, após a apresentação especial do dia 9 de novembro de 2009: Carolina Floare, Débora Duarte, Daniela Gracindo (filha de Débora) e Márcia Cerqueira.

domingo, 10 de maio de 2009

O Dia da Mãe Débora

Débora Duarte feliz com a recém-nascida "Toniquinha", como ela logo apelidou Paloma, junto de Antônio Marcos, ou "Toniquinho", o pai da menina, em 1977. Nesta reportagem, ambos explicam o porquê do invulgar nome que escolheram para a sua filha.


E dois anos antes, Débora com Daniela, a sua primeira filha.


FELIZ DIA DAS MÃES
A ESTA MÃE MARAVILHOSA!

sábado, 2 de maio de 2009

A Grande Família II

Débora levando um ternurento beijinho de sua mãe, Marisa Sanches, grande atriz que brilhou durante décadas na TV Tupi e de quem Débora concerteza herdou toda a beleza e o extraordinário talento que tanto encantam o Brasil e o Mundo!


Débora contracenando com seu pai, o mestre Lima Duarte, na novela "O Décimo Mandamento" (Tupi, 1968), na qual interpretavam, pela primeira vez (a segunda foi em "Pecado Capital", da Globo, em 1975), os mesmos papéis da vida real: a filha Mariana e o pai Salvador.


Débora com sua primogênita, Daniela, nascida em 1975 e filha de Gracindo Jr., hoje atriz, diretora e produtora.


Débora e o ator Gracindo Jr., o pai de Daniela. Ambos trabalharam juntos inúmeras vezes no teatro, como por exemplo na peça "A Teoria na Prática é Outra" (1974) e ainda nas peças "Meus Prezados Canalhas" (1993), "Com a Pulga Atrás da Orelha" (2003) e "Liberdade para as Borboletas" (2005), dirigidas por Gracindo Jr. e estreladas por Débora.


Débora e sua "caçula" Paloma, nascida em 1977 e filha de Antônio Marcos, hoje também uma das mais famosas atrizes do Brasil.


Débora e o cantor e compositor Antônio Marcos, ou Toninho, o pai de Paloma, no estúdio de gravação, em 1976. Em 1978, ambos gravaram dois duetos lindíssimos, "Sonho de Nós Dois" e "A Carta", disponíveis para escutar neste blog. Também estiveram juntos em duas novelas, "Toninho on The Rocks" (Tupi, 1970), vivendo o par romântico Anita e Toninho, e "Cara a Cara" (Bandeirantes, 1979), vivendo Regina e Nando. Além disso, ainda em 1979 e na TV Bandeirantes, fizeram juntos um programa chamado "Rosa e Azul", que ia ao ar todas as terças-feiras às 21 horas, e onde os dois comandavam uma disputa entre as mulheres do planeta rosa e os homens do planeta azul!


Débora e suas lindas filhas, Paloma à esquerda e Daniela à direita.


Para ver a primeira matéria deste blog dedicada
à família de Débora Duarte, clique
aqui.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Livro de Débora



Revista "Manchete", 1987



Os muitos admiradores de Débora anseiam por uma reedição acrescentada deste livro!
Urge tornar tão extraordinária Poesia acessível, finalmente, a todos, porque ela é, sem dúvida, um marco da cultura e das letras brasileiras.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Os Olhos de Maria do Socorro


« MAR CALMO, CÉU DE BRIGADEIRO

A felicidade está estampada no rosto de Débora Duarte. Não, não aconteceu nada de extraordinário. Simplesmente as coisas estão correndo bem, a começar pelo trabalho em ‘‘Terra nostra’’, em que ela vive a dócil Maria do Socorro.
- A novela veio numa fase serena, de mais maturidade minha, me pegou num momento muito bom. Está tudo bem: minhas filhas (as atrizes Paloma e Daniela Duarte) estão ótimas, minhas netas são lindas (Maria Luiza e Ana Clara, filhas de Paloma) e a Maria do Socorro vem me dando muito retorno. E, se o meu trabalho é bom para as pessoas, isso faz com que eu me sinta útil e dá sentido à minha vida - diz Débora.
O retorno a que ela se refere vem de várias frentes: telespectadores, em particular mulheres, a interpelam para dizer que se identificam com Maria do Socorro, a classe artística é unânime em lhe dar os parabéns pela atuação e a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) brindou-a com o prêmio de melhor atriz de 99.
Desde o início da novela, chama a atenção a força do olhar da personagem de Débora, uma mulher que pouco fala, mas deixa transparecer no semblante tudo o que pensa. A atriz prefere não entrar em detalhes a respeito da composição de Maria do Socorro, mas deixa escapar que o que vê no vídeo foi em grande parte resultado de um processo intuitivo.
- Em televisão, não dá para pensar muito. Você tem é que entender muito bem o personagem. Esta característica veio da própria Maria do Socorro: uma pessoa assim acaba exteriorizando os sentimentos de alguma forma e, no caso dela, tudo vaza no olhar - diz Débora.
A atriz não se lembra de ter interpretado outra mulher tão submissa quanto a que vive em ‘‘Terra nostra’’. No máximo, encontra alguma semelhança entre ela e a Angelina da minissérie ‘‘Anarquistas graças a Deus’’, mas logo frisa que esta se resume ao amor que ambas dedicam à família. Débora garante, aliás, que viver uma personagem diferente das que já tinha feito não foi um fator determinante para que aceitasse integrar o elenco da novela. Talvez por esse motivo ela encare com naturalidade a nova fase de Maria do Socorro, que vem se tornando cada vez mais ativa:
- Aceitei fazer ‘‘Terra nostra’’ porque esta era uma grande personagem, independentemente dessa característica. Mas acho que foi a própria vida que fez a Maria do Socorro mudar: o mundo foi mudando, as filhas crescendo, os italianos chegaram à fazenda e ela foi tendo contato com mais informações. » [continua...]

Jornal: O Globo
Data de Publicação: 06.02.2000
Autor/Repórter: Lílian Fernandes

Fonte: Site TV Pesquisa


Mais alguns olhares de Maria do Socorro...








Um olhar que prende e encanta, cuja extraordinária força e beleza muito contribuíram, concerteza, para o fascínio desta inesquecível personagem de Débora!

sábado, 20 de dezembro de 2008

A Grande Família

Marisa Sanches é a mãe, grande atriz, uma das pioneiras da Televisão e da teledramaturgia brasileiras, nascida a 8 de Abril de 1924, em Caconde, São Paulo, e falecida em 2002. Além de atriz, foi cantora, locutora, apresentadora. Morou nos EUA, onde participou da N.B.C., emissora de Nova Iorque, e onde conheceu o pai biológico de Débora, o músico Douglas Duke. De regresso ao Brasil, foi contratada pela TV Tupi, onde realizou inúmeros trabalhos marcantes ao longo das décadas de 50, 60 e 70. Casou com Lima Duarte quando Débora tinha um ano e oito meses de vida e teve com ele mais uma filha, Mônica.
Curiosamente, Débora diz que, em casa, apesar de serem todos artistas, nunca se falava de trabalho!


Débora e Marisa, em 1975, poucos dias depois
do nascimento de Daniela, a primeira filha e neta


Lima Duarte (Ariclenes Venâncio Martins) é o pai, lenda viva da teledramaturgia brasileira, nascido a 29 de Março de 1930, em Sacramento, Minas Gerais. Considerado um dos maiores atores do Brasil, consagrou-se também como diretor, tendo feito ainda trabalhos de dublador. A história da sua carreira confunde-se com a história da Televisão e da teledramaturgia brasileiras. Casou com Marisa Sanches em 1951, tornando-se o pai de Débora. Com ele, Débora diz que aprendeu uma certa maneira de olhar o mundo, essencial ao ofício de ator.
Felizmente, ambos contracenaram algumas vezes: em "Gutierritos, o Drama dos Humildes" (1964), "O Décimo Mandamento" (1968), "As Bruxas" (1970), "Pecado Capital" (1975) e "Porto dos Milagres" (2001). Tiveram ambos ainda participações especiais em "Partido Alto" (1984). Débora foi ainda dirigida pelo pai em "Beto Rockfeller" (1968).


Débora e Lima, nos anos 70


Daniela Gracindo (Daniela Sanches Duke Gracindo) é a filha mais velha, nascida a 1 de Junho de 1975. Filha de Débora com o ator Gracindo Júnior, Daniela herdou a vocação artística: atriz formada, é também diretora, produtora e roteirista. Tem percorrido todos os veículos: Televisão, Teatro e Cinema. Mais recentemente, produziu um documentário sobre o seu avô paterno, outro grande ator, Paulo Gracindo, intitulado "Paulo Gracindo - O Bem-Amado".
Débora e Daniela estiveram juntas em "Grande Pai" (1991) e na peça teatral "Com a Pulga Atrás da Orelha" (2003).


Débora com Daniela bebé


Paloma Duarte (Paloma Marcos Sanches Silva) é a filha mais nova, nascida a 21 de Maio de 1977. Fruto do casamento de Débora com o cantor Antônio Marcos, Paloma consagrou-se, já, como uma das grandes atrizes da sua geração. São filhas dela as duas netas de Débora, Maria Luísa e Ana Clara.
Débora e Paloma estiveram juntas em "Grande Pai" (1991), "Hilda Furacão" (1998), "Terra Nostra" (1999) e "Porto dos Milagres" (2001), sendo que em "Terra Nostra" tiveram os mesmos papéis da vida real, como as inesquecíveis Maria do Socorro e Angélica.


Débora com Paloma em criança


As duas filhas, Daniela e Paloma, são, sem dúvida, o grande amor e o grande orgulho de Débora, que se diz "uma mãe babada"...


Daniela, Débora e Paloma, no início dos anos 80







Débora com Daniela e Débora com Paloma, nos anos 90



Daniela, Débora e Paloma, na festa de aniversário de Débora em 2003



Daniela, Débora e Paloma, na estreia da peça
"Ladrão Que Rouba Ladrão" (2004), estrelada por Débora



Paloma, Débora e Daniela

O grande sonho de Débora é reunir esta grande família em cima de um palco ou na telinha: os quatro, Débora, Lima, Daniela e Paloma!

É o sonho de todos nós também!