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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Maria do Socorro: preferência nacional !
sábado, 27 de dezembro de 2008
Os outros prazeres de "Terra Nostra"
[continuação de "MAR CALMO, CÉU DE BRIGADEIRO",
em "Os Olhos de Maria do Socorro"]
Maria do Socorro e Gumercindo:
- Acho a cara da Maria do Socorro morrer de amor. (...)
Maria do Socorro com Gumercindinho:
(...) Nesta fase em que vive no melhor dos mundos possíveis, a atriz decidiu cuidar de si. Contratou um personal trainer (ou personal killer, como costuma dizer em tom de galhofa, dando a entender que é pouco afeita aos exercícios físicos) e está disposta a emagrecer oito quilos. Para isso, vem tentando resistir aos prazeres da boa mesa.
- FIM -
Jornal: O Globo
Data de Publicação: 06.02.2000
Autor/Repórter: Lílian Fernandes
Fonte: Site TV Pesquisa
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Os Olhos de Maria do Socorro
« MAR CALMO, CÉU DE BRIGADEIRO
A felicidade está estampada no rosto de Débora Duarte. Não, não aconteceu nada de extraordinário. Simplesmente as coisas estão correndo bem, a começar pelo trabalho em ‘‘Terra nostra’’, em que ela vive a dócil Maria do Socorro.
- A novela veio numa fase serena, de mais maturidade minha, me pegou num momento muito bom. Está tudo bem: minhas filhas (as atrizes Paloma e Daniela Duarte) estão ótimas, minhas netas são lindas (Maria Luiza e Ana Clara, filhas de Paloma) e a Maria do Socorro vem me dando muito retorno. E, se o meu trabalho é bom para as pessoas, isso faz com que eu me sinta útil e dá sentido à minha vida - diz Débora.
O retorno a que ela se refere vem de várias frentes: telespectadores, em particular mulheres, a interpelam para dizer que se identificam com Maria do Socorro, a classe artística é unânime em lhe dar os parabéns pela atuação e a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) brindou-a com o prêmio de melhor atriz de 99.
Desde o início da novela, chama a atenção a força do olhar da personagem de Débora, uma mulher que pouco fala, mas deixa transparecer no semblante tudo o que pensa. A atriz prefere não entrar em detalhes a respeito da composição de Maria do Socorro, mas deixa escapar que o que vê no vídeo foi em grande parte resultado de um processo intuitivo.
- Em televisão, não dá para pensar muito. Você tem é que entender muito bem o personagem. Esta característica veio da própria Maria do Socorro: uma pessoa assim acaba exteriorizando os sentimentos de alguma forma e, no caso dela, tudo vaza no olhar - diz Débora.
A atriz não se lembra de ter interpretado outra mulher tão submissa quanto a que vive em ‘‘Terra nostra’’. No máximo, encontra alguma semelhança entre ela e a Angelina da minissérie ‘‘Anarquistas graças a Deus’’, mas logo frisa que esta se resume ao amor que ambas dedicam à família. Débora garante, aliás, que viver uma personagem diferente das que já tinha feito não foi um fator determinante para que aceitasse integrar o elenco da novela. Talvez por esse motivo ela encare com naturalidade a nova fase de Maria do Socorro, que vem se tornando cada vez mais ativa:
- Aceitei fazer ‘‘Terra nostra’’ porque esta era uma grande personagem, independentemente dessa característica. Mas acho que foi a própria vida que fez a Maria do Socorro mudar: o mundo foi mudando, as filhas crescendo, os italianos chegaram à fazenda e ela foi tendo contato com mais informações. » [continua...]
Jornal: O Globo
Data de Publicação: 06.02.2000
Autor/Repórter: Lílian Fernandes
Fonte: Site TV Pesquisa
Mais alguns olhares de Maria do Socorro...
Um olhar que prende e encanta, cuja extraordinária força e beleza muito contribuíram, concerteza, para o fascínio desta inesquecível personagem de Débora!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Uma Parceria Maravilhosa
A parceria com Antônio Fagundes!

NA DÉCADA DE 80, Débora e Fagundes protagonizaram a novela "Corpo a Corpo", de Gilberto Braga, com direção de Denis Carvalho e Jayme Monjardim, produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 20 horas, de 26 de Novembro de 1984 a 21 de Junho de 1985.
pelo outro, desencontram-se por causa da ambição profissional de Eloá e sua efetiva ascensão, para a qual, aliás, ela não mede meios.Neste sentido, Eloá chega mesmo a fazer o célebre pacto com o suposto Diabo interpretado por Flávio Galvão - pacto esse que rendeu à trama alguns dos momentos antológicos da história da teledramaturgia brasileira.
A crise no casamento de Eloá e Osmar agrava-se quando Tereza, personagem de Glória Menezes, reaparece nas suas vidas para se vingar do homem que amara no passado e que a trocara por outra, Eloá.
No final, porém, Eloá e Osmar, rendem-se ao seu grande amor, superando todas as dificuldades e divergências que os desuniram ao longo da história, reconciliando-se numa cena linda e emocionante, magistralmente vivida por Débora e Fagundes!

QUINZE ANOS DEPOIS!...
Maria do Socorro (Débora) e Gumercindo (Fagundes) são casados, pais de Angélica (Paloma Duarte) e Rosana (Carolina Kasting), e vivem na Fazenda Esperança, no Estado de São Paulo. No início da trama, Maria do Socorro vive atormentada pela traição do marido com a ex-escrava Naná (Adriana Lessa).
Passam-se anos, mas Maria do Socorro não esquece a traição, fechando-se para o marido, apesar do seu amor. Gumercindo, por sua vez, torna-se cada vez mais frio com ela. Até que um dia tudo muda... Na festa de despedida dos italianos Leonora (Lu Grimaldi) e Bartolo (Antônio Calloni), na fazenda, Maria do Socorro e Gumercindo dançam a tarantella! O momento é mágico. Gumercindo volta a encantar-se por Maria do Socorro e, subitamente, o amor renasce, mais forte, pleno e belo do que nunca. O resultado é uma terceira gravidez de Maria do Socorro, que acaba por ter o "filho homem" tão desejado por Gumercindo.
Daí ao fim da trama, são muitas as cenas inesquecíveis e deliciosas desta dupla romântica, com Gumercindo expressando o seu amor e Maria do Socorro espantando-se com ele: quando ele a leva para morar em São Paulo, quando ele teme pela morte dela após o difícil parto (magnífica cena de Débora!), quando Naná reaparece nas suas vidas com o filho de Gumercindo...
A evolução da personagem Maria do Socorro ao longo da trama é absolutamente fascinante e muito influenciada, claro, pelo amor de Gumercindo: da mulher amargurada e mesmo submissa do início da novela até à mulher forte, bela, segura, companheira e conselheira do final, na grandiosa interpretação de Débora!
Duas histórias de amor belíssimas, dois tremendos atores, em duas grandes novelas.
Débora viveu, nestes dois trabalhos, duas personagens verdadeiramente marcantes na sua carreira, que lhe valeram, aliás, os Troféus da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) para Melhor Atriz nos anos de 1985 (com Eloá) e 2000 (com Maria do Socorro).

Débora na gala da entrega























